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terça-feira, 26 de março de 2024

Cadeiras Vazias

Recentemente, em um dos muitos eventos familiares que permeiam nossas vidas, algo me chamou a atenção de uma maneira nostálgica e um tanto melancólica: as cadeiras vazias. Não por uma ausência momentânea, mas pelo silêncio permanente daqueles que já não estão entre nós. É um lembrete sutil, porém constante, de que o tempo avança implacável, levando consigo gerações que uma vez preencheram esses espaços com risos e histórias.

Essas cadeiras vazias são mais do que simples ausências; são ecos de memórias, são espaços que guardam segredos e sorrisos que já não ecoam no ar. Elas representam o ciclo da vida, a passagem do bastão, e nos fazem refletir sobre o valor do tempo e das conexões humanas.

Outra mudança perceptível é a ausência das crianças, que antes corriam livremente entre os adultos, criando um ambiente vibrante e cheio de energia. Hoje, esse cenário parece ter se dissipado, como se a nova sociedade tivesse outros planos para os pequenos, planos que não incluem explorar o mundo sob o olhar atento dos mais velhos em reuniões familiares.

Quando eu era criança, esses eventos eram o palco de aventuras épicas. Corríamos entre os adultos, competindo com primos e amigos em jogos inventados na hora, enquanto os mais velhos compartilhavam histórias e risadas, criando uma trilha sonora perfeita para nossas brincadeiras. Era uma época em que a comunidade e a família se entrelaçavam de maneira indissociável, criando laços que, naquela época, pareciam inquebráveis.

Hoje, olho para trás e vejo que esses momentos eram mais do que simples encontros; eram a essência da nossa cultura familiar, um legado de união e alegria. E embora o tempo e a sociedade estejam em constante mudança, cabe a nós encontrar maneiras de manter viva a chama dessas tradições, adaptando-as para que as novas gerações possam experimentar a mesma magia que vivenciamos.

Talvez seja o momento de reinventarmos nossas reuniões, de criarmos novos rituais que possam preencher as cadeiras vazias não com saudade, mas com novas memórias. De incentivarmos as crianças a se juntarem novamente, não apenas virtualmente, mas em carne e osso, para que possam sentir o calor humano e a alegria que só uma família unida pode oferecer.

As cadeiras vazias nos eventos da família são, de fato, um efeito colateral da idade, mas também podem ser uma oportunidade para refletirmos sobre o que realmente importa. E, quem sabe, para trazermos de volta um pouco da inocência e da simplicidade que parecem ter se perdido no caminho. É uma chance de reconstruirmos, juntos, o cenário de nossas reuniões, para que elas continuem a ser o coração pulsante de nossas vidas, repletas de gente, alegria, sorrisos e muita conversa.



sábado, 12 de maio de 2012

Infância Livre de Consumismo

Consumo por Crianças e Adolescentes

Recentemente entrei em contato com o assunto "infância e consumismo" e o assunto me chamou atenção pois tem sombreamentos com assuntos que abordo em sala de aula.

Os pais reclamam de comportamentos agressivos, principalmente, mas também por desinteresse por sair de casa para atividades a céu aberto.

Essa dificuldade começa ser semeada quando os pais, para manter os filhos quietos, apresentam a televisão, dvds, computador e videogames para os filhos.

Em pesquisa com veteranos de guerra do Vietnam, cenas de guerra foram mostradas e a química de seus cérebros modificou-se produzindo endorfina mesmo depois de passados vinte anos da guerra. Também foram feitos experimentos com pessoas comuns assistindo filmes violentos, romance, ação e de sexo. A química do cérebro e do corpo se alterou da mesma maneira que se comportaria em eventos reais da vida cotidiana.

Crianças expostas a ambientes e filmes que incitam o consumo passam a ter necessidades que antes não tinham. Sua vida não está direcionada para o "ser" e sim para o "ter" e passam a rejeitar questões morais que direcionam o "ser".

As dificuldades dos pais em preencher o almoxarifado moral de seus filhos por questões de tempo já é um empecilho. Estes mesmos pais encontram filhos poucos dispostos a ouvi-los sobre assuntos que não tenham conteúdo divertido. colorido e em constante mudança exatamente como nos clips da MTV. Os pais são monocromáticos, monossilábicos e insossos para os filhos que buscam em seus amigos um novo ambiente social para conviver.

Consequências? Sim. Perda de autoridade, de relacionamento, de sentimento de família, gravidez precoce, repetência ou abandono escolar, drogas e fuga de casa.

O consumismo no que diz respeito as crianças é uma forma de abuso e deve ser questionada e confrontada.

Indico para leitura os sites kidsindoors.blogspot.com.br e www.facebook.com/InfanciaLivredeConsumismo.