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sexta-feira, 26 de abril de 2024

A vida autoral e a Educação de Filhos

A vida autoral é uma filosofia que incentiva a autoria e o protagonismo em nossas próprias vidas. Ela pode ser estendida à educação dos filhos, onde a responsabilidade de criar uma narrativa pessoal não começa apenas na idade adulta, mas é um processo que pode ser incentivado desde a infância. Os pais têm um papel crucial em preparar seus filhos para assumir o controle de suas histórias, oferecendo-lhes responsabilidades adequadas à sua idade e encorajando-os a tomar decisões conscientes.


Ao envolver as crianças em decisões familiares e permitir que elas enfrentem as consequências de suas escolhas, os pais podem cultivar um senso de agência e autoconhecimento nos filhos. Isso não significa sobrecarregar as crianças com responsabilidades adultas prematuramente, mas sim proporcionar um ambiente onde possam aprender gradualmente sobre independência e autodeterminação.

A educação que enfatiza a vida autoral prepara os jovens para a vida adulta, equipando-os com a confiança e as habilidades necessárias para escreverem seus próprios roteiros. Ao invés de seguir passivamente um caminho predeterminado, eles são encorajados a explorar, experimentar e crescer com suas experiências.

Ao abraçar a vida autoral, os pais estão não apenas moldando o destino de seus filhos, mas também ajudando-os a encontrar um propósito que ressoe com seu ser mais autêntico. Isso permite que eles transformem aspirações em realidade e sonhos em sucessos tangíveis.

Em suma, a vida autoral é uma filosofia que, quando aplicada à educação dos filhos, pode cultivar um senso de agência, autoconhecimento e autodeterminação. Ela prepara os jovens para a vida adulta, permitindo-lhes escrever seus próprios roteiros e seguir um caminho que ressoa com seu ser mais autêntico. Ao abraçar essa filosofia, os pais podem ajudar seus filhos a transformar aspirações em realidade e sonhos em sucessos tangíveis.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2024

Minha Cura, cura meu filho

Por muitos anos, trabalhei com cursos e aconselhamento de famílias sobre educação de filhos. Ao longo desse tempo, acumulei uma certa milhagem nesse tema. No início, as perguntas eram mais simples e até engraçadas, como como tirar o bico, como ensinar a usar o vaso sanitário ou ainda como colocar para dormir. Mas com o passar do tempo, as questões ficaram mais complexas, como perguntas sobre namoro, gênero e até suicídio. Isso ampliou meus horizontes e também a necessidade de aprender mais e desenvolver habilidades espirituais que eu nem sabia que existiam.

Nesse meio tempo, aprendi um processo de cura e libertação que muito me ajudou a auxiliar muitas famílias a superar problemas até então insolúveis aos métodos normais de ajuda. São basicamente três motivos pelos quais as pessoas não superam seus traumas: não sabem, não podem ou não querem. Vou explorar nos próximos textos esses conceitos e compartilhar histórias de superação e vitória nas mais diversas áreas da vida das famílias que me buscaram para auxílio.

Hoje, fico muito triste por ver alguns casos públicos de suicídio e destruição de relacionamentos familiares. É importante abordar esses tópicos de maneira sensível e compassiva, e fornecer informações e recursos úteis para aqueles que precisam de ajuda. A cura e a libertação são processos contínuos, e cada pessoa tem seu próprio ritmo e caminho para a recuperação. É importante lembrar que a cura e a libertação não são eventos isolados, mas sim um processo contínuo que requer tempo, paciência e perseverança.

Espero ajudar a dar esperança para aqueles que não têm mais forças para superar seus medos, ansiedades, raivas e demais traumas que paralisam e fazem sofrer a pessoas nesse século. O desafio é que todos conheçam e possam emergir como pessoas livres e curadas.

Vou mostrar que pais curados e seu processo de cura, saram seus filhos e os libertam do mal.



sexta-feira, 15 de dezembro de 2023

Piaget e o tempo em tela

Jean Piaget foi um renomado psicólogo suíço, conhecido por seus estudos pioneiros no desenvolvimento cognitivo infantil. Sua teoria, profundamente influente na educação e na psicologia, foca em como as crianças adquirem conhecimento e compreendem o mundo ao seu redor.

 Piaget identificou quatro estágios principais no desenvolvimento cognitivo:

 1. **Estágio Sensório-Motor (0-2 anos)**: As crianças experimentam o mundo através dos sentidos e ações, como olhar, tocar e pegar.

2. **Estágio Pré-Operacional (2-7 anos)**: Nesta fase, as crianças começam a desenvolver a memória e a imaginação. Elas podem simbolizar objetos e acontecimentos e começam a brincar de "faz de conta".

3. **Estágio Operacional Concreto (7-11 anos)**: As crianças começam a pensar logicamente sobre objetos e eventos concretos.

4. **Estágio Operacional Formal (a partir dos 12 anos)**: Aqui, o pensamento abstrato e lógico se desenvolve plenamente.

No contexto do desenvolvimento da moralidade, Piaget também teorizou que as crianças evoluem de um entendimento baseado em regras externas para um entendimento mais autônomo da moralidade. Ele propôs que as brincadeiras têm um papel central neste processo. 

As brincadeiras infantis, segundo Piaget, são essenciais para o desenvolvimento cognitivo e moral. Através delas, as crianças aprendem sobre regras, cooperação, e justiça, desenvolvendo habilidades sociais e éticas. Por exemplo, jogos com regras ajudam as crianças a entender e negociar regras sociais e morais, enquanto o jogo simbólico (como brincar de faz de conta) fomenta a empatia e a compreensão de diferentes perspectivas.

Piaget acreditava que ao interagir com seus pares em um ambiente de brincadeira, as crianças aprendem a negociar, resolver conflitos e compreender a importância de regras, contribuindo assim para o desenvolvimento natural da moralidade. Este processo é gradual e integrado com o desenvolvimento cognitivo geral da criança.

O tempo em tela alija a criança dessas interações. Mas ele não interage pela tela? Mas pode fugir e ignorar se desconectando e mudando de jogo ou mesmo reiniciando a partida. Ou seja, tem controle total. A ausência de controle do mundo infantil e seus relacionamentos é o que preenche a criança com modelos que irão construir suas decisões na vida adulta.



segunda-feira, 18 de setembro de 2023

Efésios 6:4

 Em Efésios 6:4, o apóstolo Paulo aborda a relação entre pais e filhos, aconselhando os pais a não provocarem seus filhos à ira, mas a educá-los na disciplina e instrução do Senhor. Este versículo nos lembra da importância de um lar onde a educação é fundamentada em princípios espirituais e éticos.

Os pais têm o dever não apenas de prover sustento material para seus filhos, mas também de serem os primeiros educadores na fé e no caráter. Em vez de se concentrar exclusivamente em regras e punições, o foco deve ser em cultivar um ambiente de amor, respeito e orientação. Quando a instrução é feita à luz da sabedoria divina, ela prepara os jovens não só para enfrentar os desafios da vida, mas também para serem cidadãos responsáveis e pessoas de bem.

Além disso, educar "na disciplina e instrução do Senhor" não significa apenas ensinar versículos da Bíblia ou histórias religiosas, mas também demonstrar, através do próprio comportamento, o que significa viver uma vida alinhada com os ensinamentos divinos. Isso pode incluir mostrar compaixão, praticar a justiça, e amar incondicionalmente.

Portanto, o versículo nos convida a refletir sobre como estamos influenciando a próxima geração. Estamos irritando nossos filhos com expectativas irrealistas ou estamos verdadeiramente empenhados em ajudá-los a crescer em sabedoria e estatura, e em favor com Deus e os homens? O desafio é grande, mas a recompensa — uma relação saudável e amorosa entre pais e filhos, fundamentada em princípios eternos — é inestimável.

É crucial notar que o versículo de Efésios 6:4 começa com um aviso para os pais não provocarem seus filhos à ira. Isso destaca a importância de um relacionamento pautado em respeito mútuo e compreensão, em vez de autoritarismo e imposição de vontades. Provocar à ira não apenas causa estresse emocional nos filhos, mas também pode criar uma barreira na relação, dificultando a transmissão de valores e ensinamentos. Uma abordagem autoritária pode levar a ressentimentos e mágoas que perduram até a vida adulta. Portanto, a instrução e disciplina devem ser equilibradas com amor, paciência e um diálogo aberto para que a educação seja efetiva e construa uma relação saudável entre pais e filhos.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Pós-parto e Divórcio


Pós-parto e Divórcio

Ano passado, acompanhamos o nascimento de bebês em várias famílias. Para nossa surpresa a alegria da chegada de um novo membro da família nem sempre era duradoura.

Por incrível que parece esse evento tão comum e que se repete desde o início dos tempos ainda traz problemas para as famílias modernas, o que me causa espanto.

O primeiro elemento que observei é que com a informação disponível (google) facilmente e ao alcance da mão, as pessoas estão cada vez mais despreparadas. Existem inúmeros cursos e livros para sobre o assunto, mas os casais se recusam a se preparar de forma adequada. Alguns até rejeitam abertamente, dizendo que já sabem tudo sobre o assunto.

Outro item que deve ser levado em conta é a facilidade do divórcio. Tendo em vista essa facilidade, os casais não empreendem os esforços necessários para resolver problemas e conflitos que surgem nessa nova fase da vida deles. Preferem a via fácil, ou aparentemente fácil.

Além disso, a capacidade de se adaptar a novas rotinas, com a chegada do Bebê, traz desafios que as pessoas não querem superar. É necessário que saiam da zona de conforto, se adaptem, se superam. Preferem abandonar-se emocionalmente e mutuamente.

“e há tempos são os jovens que adoecem” é uma frase de uma canção que indica a parte mais prejudicada dessa equação. São crianças que se transformam em jovens e logo em adultos. Privados de toda construção emocional necessária à formação de um ser humano, são desafiados o tempo a superar obstáculos sem as ferramentas necessárias para tal tarefa.

E o ciclo se reinicia.

Mas só até que alguém se recuse a repeti-lo.

Quem sabe você.

domingo, 18 de março de 2012

Filho da outra


Em uma visita a Minas Gerais para ministrar em um evento de Educação de Filhos, nos deparamos com situações envolvendo famílias mistas ou mosaico, como prefiro dizer.
A família mosaico se caracteriza por pelo menos um dos conjunges oriundo de um ou mais casamentos, com filhos ou não.
Esta formação familiar apresenta as mais complexas situações para análise e resolução de conflitos que podem surgir em seminários, cursos de Educação de Filhos ou reuniões de aconselhamento familiar.
Assim foi com Evelyn e Evandro.
Evelyn uma jovem senhora com três filhos, sendo uma adotada, casou-se com Evandro. Este, com dois filhos de um casamento recente e ainda com pendências judiciais.
Um parêntese, este casal havia nos contactado por email e depois por telefone perguntando se os aconselhávamos a casar. Como não trabalhamos com aconselhamento propusemos várias situações que deveriam ser tratadas por eles antes do casório para evitar o pior.
Não tivemos mais notícias até que viajamos para este evento. Fecha parênteses.
Estavam em pé de guerra. Ao contrário do que foi proposto, as questões entre eles começaram a ser tratadas na medida em que foram acontecendo e como dissemos isso seria o pior cenário para um casamento mosaico.
A gota d'água foi o dia dos pais.
Continua...