Mostrando postagens com marcador criança. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador criança. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 13 de junho de 2024

Nome-do-Pai

 A teoria do Nome-do-Pai é um conceito central na obra do psicanalista francês Jacques Lacan. Essa teoria foi esboçada em 1953 e se desenvolve ao longo de suas palestras e escritos, especialmente nos Seminários e nos Escritos. Lacan desenvolveu essa teoria como parte de sua reinterpretação da psicanálise freudiana, trazendo à tona a importância do simbólico na estruturação do sujeito.

Origem e Contexto

A teoria do Nome-do-Pai surge no contexto do retorno de Lacan a Freud, um movimento para resgatar e revalorizar certos aspectos da psicanálise freudiana que, segundo ele, haviam sido negligenciados por outros psicanalistas contemporâneos. Lacan enfatiza a função do simbólico na constituição do sujeito e nas dinâmicas do inconsciente.

Definição do Nome-do-Pai

O Nome-do-Pai refere-se à função simbólica desempenhada pela figura paterna ou pela instância paterna na estruturação do sujeito. Não se trata necessariamente do pai biológico, mas de uma função que pode ser ocupada por diversas figuras ou elementos na vida do indivíduo. O Nome-do-Pai é essencial para a entrada do sujeito na ordem simbólica e para a constituição da Lei.

A Função Paterna

A função do Nome-do-Pai é introduzir a criança à Lei, à ordem simbólica, que é regida por normas e regras sociais. Esse processo é crucial para a resolução do Complexo de Édipo, conforme teorizado por Freud. No momento em que a criança reconhece a autoridade do pai (ou da figura que desempenha essa função), ela internaliza a Lei, o que permite a formação do superego e a aceitação das normas sociais.

As Três Ordens: Simbólico, Imaginário e Real

Lacan estrutura sua teoria psicanalítica em três ordens: o Simbólico, o Imaginário e o Real. O Nome-do-Pai é uma função fundamental no registro do Simbólico. É por meio da internalização dessa função que o sujeito pode se situar na rede de significantes que compõem a linguagem e a cultura.

- Simbólico: Relaciona-se à linguagem, às leis e normas sociais. É o domínio dos significantes e da estruturação social.

Imaginário: Refere-se à formação de imagens e à relação dual entre o eu e o outro. Está ligado ao narcisismo e às identificações primárias.

Real: O que escapa à simbolização e ao imaginário, aquilo que é irredutível ao entendimento humano.

Consequências da Foraclusão do Nome-do-Pai

Quando a função do Nome-do-Pai é foracluída (ou seja, excluída radicalmente do Simbólico do sujeito), o indivíduo pode experimentar uma estrutura psicótica. Na psicose, a falha na inscrição do Nome-do-Pai impede o sujeito de se estruturar adequadamente na ordem simbólica, resultando em uma desorganização do campo do significante e, frequentemente, na emergência de fenômenos como delírios e alucinações.

Importância na Psicanálise e na Cultura

A teoria do Nome-do-Pai de Lacan teve um impacto significativo tanto na psicanálise quanto em áreas relacionadas às ciências humanas e sociais. Ela oferece uma maneira de entender como os indivíduos são constituídos dentro da cultura e como a linguagem e as normas sociais influenciam a formação da subjetividade.

A teoria do Nome-do-Pai esboçada por Jacques Lacan em 1953 é uma contribuição fundamental para a psicanálise. Ela ilumina a função crucial que a figura paterna, enquanto representante da Lei e do Simbólico, desempenha na constituição do sujeito e na sua inserção na sociedade. A compreensão dessa teoria é essencial para aqueles que estudam psicanálise e para todos os que desejam entender as complexas dinâmicas da subjetividade humana.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2023

Piaget e o tempo em tela

Jean Piaget foi um renomado psicólogo suíço, conhecido por seus estudos pioneiros no desenvolvimento cognitivo infantil. Sua teoria, profundamente influente na educação e na psicologia, foca em como as crianças adquirem conhecimento e compreendem o mundo ao seu redor.

 Piaget identificou quatro estágios principais no desenvolvimento cognitivo:

 1. **Estágio Sensório-Motor (0-2 anos)**: As crianças experimentam o mundo através dos sentidos e ações, como olhar, tocar e pegar.

2. **Estágio Pré-Operacional (2-7 anos)**: Nesta fase, as crianças começam a desenvolver a memória e a imaginação. Elas podem simbolizar objetos e acontecimentos e começam a brincar de "faz de conta".

3. **Estágio Operacional Concreto (7-11 anos)**: As crianças começam a pensar logicamente sobre objetos e eventos concretos.

4. **Estágio Operacional Formal (a partir dos 12 anos)**: Aqui, o pensamento abstrato e lógico se desenvolve plenamente.

No contexto do desenvolvimento da moralidade, Piaget também teorizou que as crianças evoluem de um entendimento baseado em regras externas para um entendimento mais autônomo da moralidade. Ele propôs que as brincadeiras têm um papel central neste processo. 

As brincadeiras infantis, segundo Piaget, são essenciais para o desenvolvimento cognitivo e moral. Através delas, as crianças aprendem sobre regras, cooperação, e justiça, desenvolvendo habilidades sociais e éticas. Por exemplo, jogos com regras ajudam as crianças a entender e negociar regras sociais e morais, enquanto o jogo simbólico (como brincar de faz de conta) fomenta a empatia e a compreensão de diferentes perspectivas.

Piaget acreditava que ao interagir com seus pares em um ambiente de brincadeira, as crianças aprendem a negociar, resolver conflitos e compreender a importância de regras, contribuindo assim para o desenvolvimento natural da moralidade. Este processo é gradual e integrado com o desenvolvimento cognitivo geral da criança.

O tempo em tela alija a criança dessas interações. Mas ele não interage pela tela? Mas pode fugir e ignorar se desconectando e mudando de jogo ou mesmo reiniciando a partida. Ou seja, tem controle total. A ausência de controle do mundo infantil e seus relacionamentos é o que preenche a criança com modelos que irão construir suas decisões na vida adulta.



quarta-feira, 27 de maio de 2020

Órfãos de Mães Vivas


Órfãos de Mães Vivas

- Você tem amor para ser mãe?

O que temos visto nos últimos tempo é um considerado número de mulheres com filhos sem a mínima vontade de se doar. Não há presença(tempo de qualidade), carinho, atenção e aquele tão falado instinto maternal. Algumas mulheres se relacionam de maneira utilitária,com atitudes destrutivas e interesses convenientes.
A seguir vou pontuar algumas experiencias vividas e pontos de vistas pessoal.


- O que é ser mãe?

Ser mãe está na base da realização pessoal de uma mulher, é contribuir para o desenvolver de um novo ser que depende única e exclusivamente dela,significa mudar a sua vida, seu tempo, seu pensamento,é ter uma razão de ser para o resto da vida; querer aproveitar e viver ao máximo cada momento,dar amor para levar seus filhos adiante e ensiná-los a viver, ser mãe é se doar. 


- Vontade de se doar.

Vou abordar esse assunto relatando uma atitude corriqueira comum nos dias de hoje.
Mães dispersas,ausentes, apesar da presença física.
Dia desses estava em um hipermercado e havia um casal com uma criança de mais ou menos um ano e meio.
O pai orientou a mãe que ficasse com a criança em um banco sentada na frente do caixa enquanto ele embalava e pagava as compras.
A mãe sentou pegou o celular baixou a cabeça, e em alguns minutos a criança resmungou, choramingou e ela se quer levantou a cabeça para ver o que estava acontecendo.
A criança escorregou da cadeirinha do carrinho do supermercado e ficou presa pelo pescoço.
O pai quando percebeu correu para socorrer o filho.
Ele voltou para embalar as compras, e no mesmo instante a mãe baixou a cabeça e continuou mexendo o celular.Pasmem!
Hoje vemos por vezes mães com filhos em idade que precisam de atenção redobrada,pois estão engatinhando, aprendendo a andar, descobrindo o mundo e o que assistimos: mães que estão mais preocupadas e priorizando outras coisas,sem acompanhar o crescimento dos seus filhos, e assim assistimos algumas colocando crianças sentadas por horas na frente da tv para não se dar ao trabalho de interagir com elas, deixando as crianças o máximo de tempo em creches e com babas, sem o menor instinto maternal.  


- instinto maternal.

Se refere às reações instintivas de uma mãe com sua cria. É um valor complicado de gerir na sociedade atual. Há mulheres que nasceram para ser mães e outras, nem por isso. Mas, muitas das vezes a mulher tem sempre muito amor dentro do seu íntimo.
E outras nem tanto!E os filhos viram um peso.


- Filhos como um peso

Nem todas as mulheres, fazem uma festa por estar gerando uma criança. Existem mesmo muitas, que repudiam os pequenos,como se eles fossem um incômodo.
Recordo-me de uma relação profissional com um casal de classe financeira bem alta, com 3 filhos os dois mais novos gêmeos, as três crianças entravam em panico se fosse cogitada a ideia da governanta ser dispensada,  pois à tinham como mãe.
Qualquer discussão entre a mãe e a empregada, as crianças se desesperavam chorando e perguntavam o que iria ser deles se ela não estivesse presente, a frase dita era: "quem vai cuidar de nós". Meu coração ficava apertado, ao assistir o desespero daquelas crianças que tinham tudo que o dinheiro poderia comprar, mas não tinham a atenção e o carinho dos pais. 
Presenciei um outro episodio quando uma das crianças passou mal no colégio e desmaiou, e o motorista foi chamado e orientado a ir buscá-lo e levá-lo ao hospital, pois a mãe estava fechando um contrato e o pai estava no trabalho. 
Fiquei refletindo que tipo de adulto ele seria? 
Órfãos de pais vivos, muito triste!
E podem se tornar,filhos futuramente problemáticos.  


- Quando um filho se torna um problema.

Quando um filho causa problemas é um período complicado para pais e filhos. As relações ficam mais difíceis, é preciso administrar com calma e evitar o distanciamento.
Se o filho está passando por um momento parecido com o qual a mãe já passou..Elas costumam falar que sabem perfeitamente pelo que eles estão passando, pois já viveram tudo aquilo. E, portanto, acham que podem dizer qual é o melhor caminho. Isso é um erro.
Quando os filhos são mais novos devem ser orientados e acompanhados, tudo com respeito. Se maduros não há necessidade de cobrar explicações invasivas, trate-os com respeito para não causar um bloqueio na comunicação. Se possível tente quebrar o clima de tensão entre vocês com bom humor, é uma opção.
Não gere clima de desconfiança, lembre-se que as relações íntimas são baseadas na confiança,.
Por isso, converse com calma, não faça chantagens ou ameaças, tente parar e entender as razões que o levaram tomar algumas atitudes e escolhas.Não exponha a intimidade do seu filho, a relação maternal é hierárquica o que não significa que tenha de ser ruim ou mesmo desrespeitosa.



- Mães utilitária,tóxicas\destruidoras.

Alguns filhos se depararam com esse perfil de mães...que se relacionam de maneira utilitária (interesseiras,que vêem ou procuram os filhos para satisfazer suas necessidades e interesses), trazendo consigo o desagradável brinde de atitudes detonadoras, inconsequentes e com interesses convenientes.
Os filhos sentem o interesse em que elas querem levar carona, na sua situação financeira, status, entre outras coisas.

As mães tóxicas oferecem aos seus filhos os chamado amor tóxico e, muitas vezes, imaturo. Projetam sobre eles toda a sua insegurança pessoal são capazes de criar “hábeis artimanhas” para continuar tendo os filhos bloqueados, chegando a justificar a eles que agem assim para o bem deles. 
Por outro lado vem o lado mais tóxico,que é o reflexo de um amor egoísta e prejudicial. Muitas vezes asfixiante(invasivo), e que pode ser completamente destrutivo.
Essa mães tende a se utilizar de algumas frases bordão, como:

"Eu quero o melhor para você”
“Quero que chegue a ser aquilo que eu não pude ser”

Nessas ocasiões as mães tóxicas projetam em seus filhos os desejos não realizados do seu próprio passado, sem perguntar se querem  e o que eles desejam, sem dar-lhes a opção de escolher, tornando-se invasivas.Reflita que a maternidade não lhe dar permissão para tal atitude, principalmente na fase adulta.

Diante dessa situação é necessário que o filho rompa o ciclo da toxidade compreendendo que precisa abrir suas asas para ser ele mesmo para ser feliz.  Essa oposição vai lhe dar trabalho, mas deve começar a dizer “não” para todos os invasivos seja sua mamãe,sua família um amigo mais chegado. É necessário saber que romper este ciclo de toxidade vai provocar alguns danos, Mas! Nessas ocasiões, dizer a verdade do que sente pode causar perdas aos outros, mas é uma necessidade vital e talvez assim evitar o estagio de detonação.


Nesse paragrafo vou abordar uma mãe detonadora, exemplificando o que veria a ser são aquelas que no meio da adversidade ao invés de adubar o bem,e apagar o incêndio ao seu redor insistem em inflamar a discórdia, a  maledicência, grosseria e pasmem! Muitas vezes tramam o mal pelo simples fato de discordarem dos filhos.

Quando os filhos tomam atitudes que descordam, não acolhem, e tão pouco aconselham, tem a visão deturpada, que criticar é aconselhar.
Uma mãe insensata dissolve sua família temos alguns exemplos na própria bíblia, um deles está relatado no livro de Gênesis nos capítulos 25 a 30 a historia de Raquel esposa de Isaque uma mãe inconsequente e sem sabedoria que destrói a sua família jogando um irmão contrato outro.



A palavra AMAR  é um verbo de ação e exige atitude...Se você não empreende ações, amar vai continuar a ser uma palavra vazia, e você não terá como colher amor do seu filho se suas atitudes não demonstram afeto.
SER MÃE É O AMOR NA SUA ESSÊNCIA.


# fica a dica.
By #Eveline

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Assassinando Crianças

Essa semana uma notícia que me chamou atenção. Tendo em vista o número de notícias semelhantes nesses dias creio que foi uma forma de Deus me mostrar esse assunto. Conversamos eu e Ele sobre isso.
Uma jovem senhora chegou ao hospital com sangramento resultado de nascimento. As enfermeiras perguntaram e como não foram atendidas em seus questionamentos. Chamaram a polícia.
Todos tinham pressa. A mulher confessou o nascimento e o descarte da criança.
O que horrorizou a todos foi a maneira odiosa que a mãe usou para fazer isso. A criança foi abandonada dentro de um freezer.
Em oração fui levado a um estado de empatia com a criança abandonada. Senti suas sensações, via por detrás de seus olhos.
Foi assim:
Logo após sair da placenta e ter luz a minha disposição. Chorei.
Queria um abraço. Queria ser aquecido. Queria carinho. Proteção...
Ouvia minha mãe, via muita claridade.
Chorei mais.
Não fui recebido. Fui jogado para fora do corpo de minha mãe. Estou no chão.
Agora sou pego no colo. Sinto que tem nojo de mim. Sou um estorvo.
Choro mais.
Em meu pequeno coração há um sentimento de abandono. O coração bate mais rapidamente. Sou impotente e totalmente dependente.
No instante seguinte sou colocado em um local gelado.
Não é minha caminha. Não é meu quarto. Não tem brinquedos.
Está gelado. Choro mais ainda.
Agora escureceu. Estou com frio.
Aos poucos sinto meus bracinhos gelarem e endurecerem.
Sinto a dor do abandono, a angústia da solidão e finalmente a angústia da morte que me domina vagarosamente.
Choro fraquinho agora, numa última tentativa de entender o fim que me minha mãe me reservara.
A escuridão e o frio são meus companheiros agora.
Finalmente o nada.
Assim, sai daquele torpor que Deus me colocou.
Meu coração batia tão apressadamente que pensei ter um ataque cardíaco.
As angústias da solidão e da morte ainda me acompanham e toda vez que vejo uma criança o coração bate mais forte, como se a criança que visitei em empatia ainda vivesse em mim e quisesse sair para brincar.
Ainda choro disfarçadamente em casa e no trabalho quando lembro esse episódio.
Agradeço ao meu pai celestial que me deu um pai e uma mãe que me receberam com tanto carinho e amor. Fui amado e cuidado.
A terra clama por vingança pelo sangue inocente que é derramado.
Exclamou o SENHOR: “Que fizeste? Ouve! Da terra, o sangue do teu irmão clama a mim.
Gn 4:10

sexta-feira, 22 de março de 2013

Predadores Sexuais


Predador sexual é termo pejorativo, de cunho popular que é endereçado para pessoas que “caçam” suas vítimas para estupro ou abuso sexual de crianças.

Segundo a Wikipedia existem 50 mil predadores sexuais online só nos EUA.

Navegar na internet é análogo a andar nas ruas de uma grande cidade. Você atravessa ruas, compra coisas, vê pessoas e se comunica com elas, vê paisagens e tira fotos, paquera e faz novos amigos.

Além disso, passa pelos mesmos perigos. Pode ser roubado, agredido, invadido, sua vida pode ser exposta de diversas maneiras terríveis, sua casa pode ser visitada por pessoas indesejadas, você pode se viciar e perder sua vida nesse vício.

O número de crimes cometidos pela internet cresce dia a dia. O número de vítimas também.

Pesquisa feita pelo departamento de justiça americano demonstra que 36% de todos os criminosos sexuais são crianças. Sete entre oito tem até 12 anos e 93% são meninos. Ou seja, mesmo que estejam interagindo com outros meninos o perigo ainda existe.

Você deixaria seu filho ou filha exposto a tais perigos? A ilusão da segurança da sua casa, seu quarto sei lá é muito perigosa. É como atravessar a rua movimentada de um grande centro urbano sem olhar para os lados.

Você deixaria seu filho sair à noite pelas ruas da cidade? E porque o deixa atravessar  as madrugas na rede?

Predadores aproveitam a baixa estima de garotos e garotas, ausência dos pais e a aparente segurança da rede mundial e fazem vítimas todos os dias. E esse não é o único perigo que nossos filhos podem enfrentar.

Será que é saudável que nossos filhos estejam o tempo todo conectados? No carro, na rua, na escola, no almoço e nos quartos? Quanto tempo temos passado com eles? Quantas atividades temos dividido com eles?

Quantos ensinamentos temos passado? Será damos as condições necessárias para que eles tenham sabedoria para tomar decisões corretas e comportamentos seguros tanto nas rua quanto na internet?

Você é um pai de tempo integral ou só tempo parcial?

domingo, 17 de março de 2013

Crianças e Internet

Independente da idade a internet é um grande perigo para as crianças e adolescentes. Os pais deve ficar atentos para o que os filhos estão lendo, vendo e reproduzindo na internet. Abaixo a lista disponibilizada pela Symantec dos itens mais procurados por crianças na rede mundial.

1º. YouTube
2º. Google
3º. Facebook
4º. Sexo
5º. MySpace
6º. Pornô
7º. Yahoo
8º. Michael Jackson

Use os controles parentais nativos dos navegadores ou pesquise por um. Ensine ao filho os perigos da rede e limite o tempo de uso do computador. É perigoso.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Bicho Papão


Outro dia passeando pelo shopping perto de casa observei a dificuldade de uma jovem mãe em controlar sua filha. Aproximei-me para estudar melhor a reação de ambas. Só que cheguei perto demais, e a mãe sapecou de bate pronto: Olha se você não se comportar o tio ali, leia-se eu, não vai gostar!

Sem pestanejar eu disse: de jeito nenhum! Estou adorando a cena pode continuar. A criança agora já não entende mais nada e a mãe mais aturdida ainda se afasta de mim.

Além de ser uma ameaça, o bicho papão é a maneira mais idiota do adulto mostrar sua incapacidade de controlar o comportamento da criança. No momento a criança não percebe esses elementos. Mas a medida que cresce, se recusa a ser ameaçada, como eu e você não aceitaríamos e se recusa a acreditar em quem sempre a ameaçou com seres imaginários inúteis. Inclua nessas mentiras o papai Noel.

Agora, o adolescente recebe instruções sobre as conseqüências do sexo inseguro, drogas, falta de estudo, trabalho, igreja, Deus e adivinhem! Não acredita em nada disso. Seu pai e sua mãe passaram sua infância todinha passando a seguinte mensagem: Vou mentir para você a vida toda!

Acreditar no que não se vê é a base das culturas religiosas. Alguns pais reclamam que os filhos não querem ir a igreja, ou participar de atividades com os pais. A verdade é que os filhos se afastam de tudo que possa transformá-lo em algo parecido com aqueles que ameaçam, não possuem autoridade e mentem.  Surpresa! Você!

Dizer a verdade, dar ordens diretas, sem gritar ou ameaçar, ser coerente é um bom começo para que seu filho passe a respeitá-lo. Adquirir sabedoria para amar o filho de tal maneira que se recusa a ameaçá-lo ou mentir para ele. Mentir não o protege e eventualmente ele vai descobrir a verdade nos lábios de traficantes, prostitutas e amigos espertinhos.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Pai Ausente



Pais ausentes dificultam o desenvolvimento normal de uma criança.

Essa afirmação é pautada em estudos freqüentes realizados em diversos centros de pesquisa e universidades, em todos os níveis sociais, econômicos e religiosos. Foram feitas pesquisas em todos os continentes e consideradas as condições culturais de cada povo.

É como se a atuação do pai fornecesse partes de um lego que monta a personalidade e o caráter de um individuo. A sua ausência seja de tempo ou de falta de relacionamento parece dificultar a montagem desse lego. As conseqüências para o novo ser são terríveis e criam barreiras intransponíveis se não houver auxilio.

Filhos de pais ausentes têm maior envolvimento com delinquência juvenil, associado a abuso de drogas, vadiagem, roubo e bebida. Esses aspectos são maximizados se o pai é ausente na vida escolar do filho, a partir da sexta e sétimas séries.

A distância do entre o pai e o filho aumenta a possibilidade de uso de maconha e a percepção do filho em ser apanhado em delitos maiores. Ou seja, ter um pai por perto que tenha influencia positiva impede o engajamento do jovem em múltiplos delitos que seriam seus primeiros problemas com a sociedade.

O pai ausente – medido pela freqüência de contato e qualidade do relacionamento – é relacionado com filhos com maior disposição a sintomas de dissimulação, comportamento anti-social, depressão, tristeza, e mentira (Flouri & Buchanan, 2002a; King & Sobolewski, 2006; Mosley & Thompson, 1995).

Pais ausentes geram mais filhos com problemas de conduta, bullying, hiperatividade, vitimização, dificuldade de se socializar na vida escolar e problemas associados a notas. Esses filhos têm 80% mais chance de ir para a prisão. Além disso, duas vezes mais chance de atividade sexual precoce e sete vezes mais chance de gravidez precoce.

A vida escolar dessas crianças é pautada por problemas de atenção, desobediência, repetência e tem menor chance de chegar a estudos superiores. Além disso, possuem mais chance de cometerem crimes na escola como possuir, usar ou distribuir drogas ou álcool, usar armas de fogo, cometer violência contra professores, administradores ou outros estudantes.

Os pais ausentes são psicologicamente imaturos, menos satisfeitos com suas próprias vidas, são psicologicamente aflitos, não se compreendem e não compreendem os outros. Além disso, não se envolvem com a comunidade ou serviços sociais. Tendem a ter menos satisfação no trabalho e relacionamentos profissionais.

Existem evidências que sugerem que pais envolvidos com os filhos tem estabilidade e satisfação marital na meia-idade. São mais felizes mesmo 20 anos depois do nascimento do primeiro filho.

Filhos que tem pais envolvidos se tornam bons maridos, trabalhadores e excelentes cidadãos na meia idade (Snarey, 1993;Townsend, 2002).

Ser um pai ausente tem conseqüências. A sua proximidade com seus filhos pode determinar destinos na prisão, nas drogas ou pessoas extremamente felizes.

Uma mulher deve consistentemente observar o pai de um pretendente, pois pode ter uma visão de como será sua possível vida de casada e de como seus filhos serão tratados.

sábado, 20 de outubro de 2012

Pais do Abandono - não quero comer


Como é o momento das refeições na nossa família. Como compartilhamos o alimento?
Tendo em vista nossa atividade com famílias, frequentemente somos convidados para participar de eventos ou mesmo pequenas comemorações.
Esses convites nos dão a rara oportunidade de ver qual é a mecânica de pessoas completamente diferente de nós, inclusive nos aspecto religioso.
Em uma das visitas observamos a pequena Helena. Dois anos, recém-completados, muito ativa e esperta. Ao primeiro anúncio da mãe a respeito do almoço ela se aproximou da sua cadeirinha, especialmente adquirida para ela, sentou-se e colocou o cinto de segurança.
A cadeira é mais alta, para permitir que a criança fique no nível de um adulto, com cinto de segurança e mesinha à frente.
O alimento foi colocado a sua frente, juntamente com a colher. Ela aguardou pacientemente pela oração que se seguiu. Elegantemente, ela movia a colher de modo a reter o suficiente para não transbordar. Levava a boca e mastigava tranquilamente. Não derrubou nada. Ao final, sem pedir, ele recebeu um pequeno copo com suco. Os adultos bebiam refrigerantes. Ela não pediu a mesma deferência.
Tomou a bebida e levantou as mãozinhas fazendo um sinal de término. Sua mãe olhou, sinalizou de volta. Ele esperou que a mãe limpasse suas mãos e desceu alegremente da sua cadeira. Foi brincar.
Como pode isso?
1 – Os pais estabeleceram momentos claros durante o dia e este era um deles. Há um ritual. Todas as outras atividades devem cessar. Ninguém está no computador ou olhando televisão. Todas as atenções se voltam para o almoço.
2 – não houve tentativa de convencer a criança de que a comida era boa;
3 – não há briga ou discussões durante o almoço. O tom de voz é baixo. Os assuntos domésticos sobre comportamento ou dinheiro estão fora da pauta. É um momento agradável.
Dois dias atrás tive a oportunidade de ler um relato que me impressionou. Tanto que programei o que aprendi em minha própria vida.
Segue o relato em tradução minha, tendo em vista que pertence a um site em inglês. http://www.mandiejoy.com
“Quando eu era pequena, meu pai instituiu "A Regra da primeira mordida". Parecia bastante simples: ninguém poderia provar o alimento até que o cozinheiro (geralmente mãe) tivesse provado e apreciado. Afinal, ela havia criado a refeição. Ela pôs o pensamento e esforço para a nossa nutrição, bem como, cores e temperatura dos alimentos em nossos pratos... E nós só aparecemos para a festa no último minuto. Deixá-la provar primeiro foi uma maneira de homenagear seu esforço. Além disso, perguntamos. "Mamãe, é bom?".”
“Parece uma oferta pequena, mas para pequenos ratos rosnando com fome, esperando por uma oração e uma primeira mordida da mamãe parecia uma eternidade. A nossa fome desejava a comida, mas era suprimida pela paciência. Nossos pais queriam que um tipo diferente de fome crescesse em nossos espíritos - uma fome para honrar, respeitar, para colocar os outros (e, em última análise Deus) acima de nós mesmos.”
Todos esses elementos facilitam a convivência e o ensino de boas maneiras as crianças.