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quarta-feira, 27 de maio de 2020

Seu Filho na Matrix

Muito comum nos dias de hoje é ver crianças de cabeça baixa introspectivas, com atenção toda voltada para o celular ou tablet.  
A tecnologia trouxe facilidades que unem continentes, culturas e religiões.
Os pais não sabem e não conseguem interagir com seus filhos. Muito mais focados em si mesmos, em sua vida e em suas prioridades, colocam os seus filhos em segundo, terceiro e quarto planos. 

Esse egoismo traz desafios interessantes para família, um deles é como manter uma criança quieta sem incomodar, sem fazer perguntas, sem interação. 
Em alguns casos, os pais terceirizam até responsabilidades elementares para vida da criança, como por exemplo alimentação e higiene. Alguma empregada doméstica toma conta dessas atividades. 

Algumas pesquisas apontam que os pais interagem com seus filhos por apenas 30 segundos por dia. É como se tivessem um animal de estimação. O animal fica ali, parado esperando alguma atenção e carinho mas só pode interagir quando chamado. Então a criança fica ali controlada parada, obediente, sem qualquer relacionamento com pai ou mãe, ou seja não a vida familiar parece nula para essa criança. 
A tecnologia, que pode ser usada de tantas maneiras deficientes eficientes, como ensino da religião, moralidade, e dos bons costumes, fica anulada.

Que tal brincar com seu filho? 
Se você viu o filme Matrix vai perceber que o seu filho está conectado a uma rede mundial com todos os vícios, problemas e questões que isso pode trazer. 
Para se conectar com seu filho, que tal estabelecer um relacionamento real, verdadeiro com seu filho? Então passear com ele, sorrir com ele, curtir as dúvidas dele, os pensamentos dele. 

Há muito desapareceu o prazer de ver as primeiras dúvidas de outro ser humano, seus primeiros sentimentos, suas primeiras visões de mundo, seu desejo de conhecimento, seu desejo de ser visto e seu desejo de ser amado. 
É possível pela que é a maior honra desse planeta seja a construção do caráter de um novo ser humano. É possível que o maior objetivo da paternidade e da maternidade seja nutrir e apreciar o crescimento de um novo ser, que vai perpetuar fisicamente e espiritualmente a família. 

Ao contrário do que se pensa, conexão realizada com Matrix não é facilmente desfeita. 
Assim que, filhos ganharem a adolescência, essa conexão com a Matrix, estabelece uma forma de rejeição com os elementos familiares e de comunhão com os pais. 
Uma reclamação frequente dos Pais é que a um distanciamento os filhos. Mas esse distanciamento foi causado pela falta de conexão nos primeiros dias da adolescência e da infância. 
Por isso é importante, comunicação intensa, amizade, olho no olho, sorrisos, muitos almoços e jantares alegres. 
Ame seu filho dando tempo de qualidade e quantidade, pois quando ele crescer, as melhores lembranças da vida dele vão ser nos braços do papai e da mamãe. Do contrário, as melhores lembranças dele estarão em um vídeo no YouTube.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Eu e meus filhos temos um laço emocional perene?

Eu e meus filhos temos um laço emocional perene?

Ser uma figura parental de importância na vida de meu filho de modo que ele recorra a mim quando em situações de dificuldade e dar notícias de eventos relevantes em sua vida pessoal sempre foi um grande objetivo para mim.

Mas eu não tinha a menor ideia de como alcançar esse objetivo.
Percebi que a confiança estabelecida no relacionamento do dia-a-dia é a cola que mantem a certeza para o filho de que o relacionamento pai e filho vai durar e é único dentro da sua rede de relacionamentos interpessoais, ou seja, não há conflitos com outros relacionamentos, nem disputas.

A vinculação com o filho se estabelece em situações corriqueiras, em que o pai é observado reagindo no trânsito, no seu trabalho e no relacionamento conjugal. As situações limite, em há certo grau de estresse para se administrar também são assimiladas com interesse pelos filhos, pois eles podem se ver em situação limite com os pais também.

Essas observações levam o filho a concluir se pode contar com os pais sempre que precisar dele, se ele é importante na família. Assim, adquire admiração, respeito e orgulho de pertencer aquele grupo social.

A quantidade e qualidade da comunicação é outro atributo importante na formação da confiança. Estar presente, ouvir e ser ouvido pelo filho pode influenciar positivamente o relacionamento, pois demonstra real envolvimento do pai com o filho o que resulta em empatia de parte a parte.
Com isso, os conflitos são relativizados e todos os familiares tendem a resolver seus conflitos sem fugir, mascarar, fingindo que não existem.

Nisso, pode-se dizer que entrar numa relação com alguém requer envolvimento, cuidado, atenção e respeito aos sentimentos da outra pessoa. Assim, a empatia está para o relacionamento como o veículo que possibilita que aquilo que é despertado em nós através do amor seja bem dirigido ao outro...1

Por isso, dirigir tempo de quantidade com qualidade com filhos e entre os cônjuges é crucial para os relacionamentos familiares, cria vínculos, respeito e paz no lar.

E ai? Como está construindo os laços com seus filhos?

1 - Weber, L.N.D., Stasiack, G.R. & Brandenburg, O.J. (2003). Percepção da Interação Familiar e
Auto-estima de Adolescentes. Aletheia, 17/18, 95-105.