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terça-feira, 22 de agosto de 2023

Casados com os Pais

Fui procurado para aconselhar um casal de noivos sobre seu casamento. 

Namorados de bom tempo, fizeram inúmeras perguntas e conversamos bastante. Ao final fizeram uma pergunta recorrente na minha vida.

Acha que devemos casar?

Não foi a primeira vez que respondi "não", mas foi a primeira vez que não ficaram com raiva de mim.

A primeira pergunta sempre vem com uma segunda, mas porquê?

Nesse caso específico percebi que ainda tinham muitas raízes dolorosas em relação a família. Nada resolvido, tudo muito à flor da pele. Propus um caminho alternativo para que percebessem sozinhos que não poderiam casar pela quantidade de diferentes crenças e problemas que carregavam consigo. Para minha surpresa, concordaram e foram embora.

Encontrei novamente com eles essa semana. E após dois anos me pediram ajuda para salvar o casamento. Para começar nem sabia que isso tinha acontecido e fiquei realmente surpreso. 

Minha primeira pergunta foi... Fizeram o que pedi?

Se entreolharam e balançaram a cabeça negativamente. 

Existem momentos na vida que todos sabemos que algo vai dar errado e mesmo assim vamos em frente. O casamento é o mais comum. Quando noivos, não vi ninguém seguir o conselho de não casar, mesmo com todas as evidências que aquilo não vai dar certo. Eles perceberam que uma breve conversa sobre assuntos simples como sexo, trabalho e dinheiro, os faria desistir. Agora querem tentar salvar o casamento.

Ele filho de pais separados, criado pela mãe, com muitas dificuldades financeiras, mas criado mimado pela mãe e irmã.

Ela filha de pais ainda casados, mas o pai tem outra família que é de pleno conhecimento de todos.

Nem preciso escrever mais.

Ela entende que mulher não deve servir e que todas as atividades da casa devem ser divididas. Ele não diz que não, mas espera ser servido o tempo todo.

As dores e feridas vieram a tona, mas não aceitaram conserto. Dolorido demais. 

Assim, alguns meses depois e consultas a outros conselheiros, separaram.

Casais que não resolveram suas questões familiares não são bons esposos, esposas e pais. Alguns poucos realizam um bom trabalho, mas o esforço nunca compensa os resultados. Fico preocupado com a cultura de casamentos arranjados e feitas às pressas. Também a falta de pessoas que digam realmente a verdade para os casais. Muitos nem deveriam namorar. 

O passado é o maior assassino de casamentos. Principalmente as dores, sentimentos e problemas da família. O perdão, o amor e a renúncia a dívidas são os maiores resgatadores de maridos, esposas, filhos, pais e mães. Sem isso, só desastres.


domingo, 8 de março de 2020

Feminismo x Mulheres da Bíblia

A preguiça na leitura da palavra de Deus tem proporcionado o avanço de filosofias estranhas ao modelo deixado por Cristo.

O feminismo é um deles.

As feministas fazem declarações do tipo: "ele tem dois braços e duas pernas", "não sei fazer isso e aquilo", "não dou conta", "meu marido também tem que fazer". Que me parece uma demonstração de querer fazer menos. Uma criancice. Como fazíamos com nossos irmãos, com aquela pergunta para nossa mamãe "porque eu e não ele" . Uma evidência fútil da preguiça, infantilidade e negação do valor do servir à família.

Na Bíblia, o modelo feminino é diametralmente oposto. Tanto homens como mulheres se esforçam para fazer mais. Procuram demonstrar valor e trabalho árduo o tempo todo.

Josué tem uma conversa com Deus e pede permissão para conquistar uma terra para sua tribo. isso com 85 anos.

Maria, Rute, Tabita, Priscila, apenas para citar algumas, eram trabalhadoras incansáveis, trabalhavam, cuidavam do marido e da casa e ainda tinham tempo para a obra de Deus e até ajudam aos pobres, órfãos e viúvas.

No capítulo 2 de Tito há menção da importância do trabalho em casa e sua relação com Deus.

1 Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina.
2 Os velhos, que sejam sóbrios, graves, prudentes, sãos na fé, no amor, e na paciência;
3 As mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem;
4 Para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos,
5 A serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seus maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada.
Onde acharemos a mulher virtuosa no meio dessa geração preguiçosa e blasfema. Bendito é o homem que busca com paciência e escolhe se casar com tal mulher.
Todos os exemplos do texto , tanto de homem, quanto de mulher são exemplos de querer mais, fazer mais, buscar mais, adorando a Deus com trabalho duro.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

O Google já sabe quem vai se divorciar





O Google já sabe quem vai se divorciar. Possui algoritmos para prever isso.

Sabe quem trai e quem vai trair.

A Bíblia nos ensina elementos claros a respeito de casamento e modelos que nos remetem ao sucesso. A Bíblia chama isso de "Antigas Veredas de Deus". Tecnologia Celestial.

Entretanto, no que diz respeito a casamento, primeiro escolhemos nosso parceiro e depois ajustamos as premissas bíblicas a essa escolha. Começa errado e na minha visão nem começa.

A legalidade de um casamento tem por base principal, a visão de que ele deve glorificar a Deus. Ou seja, seu objetivo principal é na direção do Criador. Sem isso, existe uma certeza de fracasso. O resultado desse tipo de união são filhos que não acreditam em Deus, divórcio e queda do modelo moral da família como um todo, estabelecendo um modelo amoral, ateu.

Alguns cristãos legalistas ficam presos a formalidade do casamento. Tem um pastor, igreja, os dois são crentes, festa, etc, entendendo que isso atribui legalidade para essa união. A participação de Deus depende exclusivamente da motivação interior dos cônjuges em missões espirituais comuns e com intuito de adorar. Sem isso, embora tenha todos os elementos de legalidade presentes é apenas uma união de duas pessoas com boas intenções. Mas ainda assim um casamento que carece da presença de Deus, ou seja ilegal.

Não vou discorrer sobre pessoas que vivem no pecado do sexo ilícito e querem com a formalidade da cerimônia "acertar as coisas". Tão longe de Deus como qualquer outro que acreditam na legalidade do ritual. 

Existe a necessidade premente que os líderes ensinem essa verdade. Deus não estará em processos forjados para legalizar o pecado ou ajeitar situações na igreja. Há pecado. Há necessidade de arrependimento. Perdão.

Depois dessa escolha, não há correção humana possível. Dinheiro e filhos se misturam com mágoas e tristezas. Acusações. Novos caminhos. Novos problemas.

A tentativa de correção gera mais problemas. 

Ficar ou sair. Problemas diferentes para uma mesma causa. Um casamento ilegal.

A segunda premissa de um casamento cristão é a missão em um ministério, identidade e destino. Desse assunto trato no próximo texto.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

As feridas do círculo familiar são as que mais demoram para sarar

As feridas do círculo familiar são as que mais demoram para sarar

Não podemos permitir que um passado familiar disfuncional e traumático afete o nosso presente e o nosso futuro. Devemos ser capazes de superá-lo e nos curarmos para sermos felizes.
As feridas geradas no círculo familiar causam traumas, carências profundas e vazios que nem sempre conseguimos reparar.O impacto decorrente de um pai ausente, uma mãe tóxica, uma  linguagem agressiva, gritos ou uma criação sem segurança e afeto trazem mais do que a clássica falta de autoestima ou os medos que é tão difícil superar.
Muitas vezes a dificuldade para resolver muitos destes impactos íntimos e privados está em um cérebro que foi ferido muito cedo.
Não podemos nos esquecer de que o estresse experimentado ao longo do tempo em idades jovens faz com que a arquitetura de nosso cérebro mude, e com que estruturas associadas às emoções sejam alteradas.
Tudo isso traz como consequência uma maior vulnerabilidade, um desamparo mais profundo que  leva a um risco maior na hora de sofrermos de determinados transtornos emocionais.
A família é nosso primeiro contato com o mundo social, e se este contexto não nutre nossas necessidades essenciais, o impacto pode  ser constante ao longo de nosso ciclo vital.
Vejamos a seguir, detalhadamente, por que é tão difícil superar estas feridas sofridas na época mais inicial de nossas vidas.
A cultura nos diz que a família é um pilar incondicional 
(embora, às vezes, erre).
O último cenário em que alguém pensa que vai ser ferido, traído, decepcionado ou até abandonado é, sem dúvida, no seio de sua família.
No entanto, isso ocorre com mais frequência do que imaginamos.
Estas figuras de referência que têm como obrigação dar-nos o melhor, oferecer confiança, ânimo, positividade, amor e segurança  às vezes falham voluntária ou involuntariamente.
Para uma criança, um adolescente e até para um adulto, experimentar  esta traição ou esta decepção no seio familiar supõe desenvolver um trauma para o qual nunca estamos preparados.
A traição ou a carência gerada na família é mais dolorosa do que a simples traição de um amigo ou companheiro de trabalho.
 É um atentado contra a nossa identidade e nossas raízes.
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A ferida de uma família é herdada por gerações
Uma família é mais do que uma árvore genealógica, um mesmo código genético, que ter os mesmos sobrenomes.
– As famílias compartilham histórias e legados emocionais. 
Muitas vezes estes passados traumáticos são herdados de geração  em geração  de muitas formas.

– A epigenética nos lembra, por exemplo, que tudo que acontece em nosso ambiente mais próximo deixa um impacto em nossos genes.– Assim, fatores como o medo, o estresse intenso ou os  traumas podem ser herdados entre pais e filhos.

– Isso faz com que, em alguns casos, sejamos mais ou menos suscetíveis a sofrer de depressão ou reagir com melhores ou piores  ferramentas diante de situações adversas.
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Ainda que estabeleçamos distância de nosso círculo familiar, as feridas seguem presentes.
Em um dado momento, finalmente tomamos coragem: dizemos “chega” e cortamos este vínculo prejudicial para estabelecer uma distância da família disfuncional e traumática.
No entanto, o simples fato de decidirmos dizer adeus a quem nos fez mal  não traz, por si só, a cura da ferida. É um princípio, mas não a solução definitiva.
Não é nada fácil deixar para trás uma história, dinâmicas, lembranças e vazios.
Muitas destas dimensões ficam presas à nossa personalidade, e inclusive em  nosso modo de nos relacionarmos com os demais.
As pessoas com um passado traumático costumam ser mais desconfiadas, mais dificuldade em manter relações sólidas.
Quem foi ferido precisa, além disso, se sentir reafirmado; anseia que os demais preencham estas carências, por isso muitas vezes se sentem  frustrados porque poucas pessoas lhes oferecem tudo de que precisam.
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Podemos chegar a questionar a nós mesmos
Este talvez seja o mais complexo e triste.
A pessoa que passou grande parte do seu ciclo vital em um lugar disfuncional ou no seio de uma família com estilo de criação negativo pode chegar a ver a si mesmo como alguém que não merece ser amado.
A educação recebida e o estilo de paternidade ou de maternidade em que  fomos criados define as raízes da nossa personalidade e nossa autoestima.
O impacto negativo destas marcas é muito intenso; assim, muitas vezes a pessoa pode ter dúvida sobre a sua própria eficácia, sua valia como pessoa  ou até se é digno ou não de cumprir seus sonhos.
Nosso círculo familiar pode nos dar asas ou pode arrancá-las. Isso é algo triste e devastador, mas verdadeiro.
No entanto, há algo de que nunca podemos nos esquecer: ninguém pode escolher quem serão seus pais, seus familiares, mas sempre chegará um momento em que teremos a capacidade e a obrigação de escolher como vai ser  nossa vida.
Escolher ser forte, ser feliz, livre e maduro emocionalmente é algo essencial,daí a necessidade de superar e curar nosso passado.

Fonte: 
http://www.contioutra.com

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Casados para Sempre?

Todo ano, alguém que conheço se separa e comprova as pesquisas que dizem que cada vez mais as pessoas estão deixando suas famílias para trás.
As desculpas e justificativas são as mesmas sempre.
"Não sou feliz" - clássica.
"Você não me faz feliz mais..." - sim, a culpa é sua agora.
"Incompatibilidade de gênios" - genérica e clássica.
"Não há mais respeito" - há adultério e muito palavrão nessa.
"O importante é ser feliz" - começou nessa década.

Isso sem contar o adultério.

Mas o que mais me dói são as frases de senso comum do tipo "casamento não é para toda vida, os filhos sim" e "vou ser presente na vida deles(filhos)".

Analisando as estatísticas do IBGE, o divórcio aumentou 15 vezes de 1940 até 1990. 

As expressão deixando a família para trás é mais que verdadeira e não é dura. A verdade tem que ser dita pois todos amenizam o verdadeiro caráter do divórcio. É abandono sim, é covardia, fuga. Aprender a lidar com as questões conjugais, fazer cursos, estudar possibilidades, buscar ajuda especializada foi substituído pela facilidade de abandonar, jogar fora a família.

Tenho acompanhado famílias de primeiro e segundo casamento há mais de 10 anos e os problemas são semelhantes na natureza e maiores em número e complexidade para os de segunda união. As pesquisas apontam problemas financeiros para os separados muito maiores que para os de primeira união. Ser feliz vai ser mais difícil para o divorciado. 

Ontem mesmo, ouvi dois colegas conversando e um aconselhando ao outro.
- Cara separa dá trabalho e não resolve. Muito pior separado. Resolve isso e fica como está!

Creio que há um movimento por percepção, de que separar é pior. Isso é bom, pois é verdadeiro.

O movimento "o é importante é ser feliz" devia ser fuzilado no paredão. É uma frase que faz as pessoas cada vez mais infelizes, pois a felicidade não alcançada dando as costas para seus filhos e cônjuge. A felicidade se constrói com sangue suor e lágrimas. A zona de conforto é o inferno do casal.

Cuidar, se esforçar, lutar, são palavras do passado. Hoje o negócio e jogar fora e comprar algo novo, consumismo. Construir nova família sobre as cinzas e o sangue da família anterior.

Hoje os homens são mais arrependidos e as mulheres as mais infelizes. Os dois grupos são unânimes e dizer que gostariam de matar os "amigos" que os aconselharam a separar.

Alguns homens que disseram que seriam presentes na vida dos filhos, viram seus rebentos chamarem outro de pai. Veem seus filhos honrarem a outros. Amarem a outros. Você consegue ser mais infeliz do que isso?

As mulheres separadas estão sobrecarregadas com a missão de serem pai e mãe, o que é impossível ou simplesmente abandonam seus filhos a própria sorte. O mundo os educa. 

Se vai separar agora. Pense pois até agora não vi um casal que tivesse um problema no casamento. Vi pessoas com problemas pessoais. Esse problemas vão com você para os próximos relacionamentos. Boa sorte! Você vai precisar.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Família Mosaico, Vocação Única

Algumas dificuldades enfrentadas pelas famílias mosaico podem ser atribuídas a tentativa de se igualarem ao número e forma da família nuclear.
O padrão casamento, mamãe, papai igual a filho é insistentemente perseguido não só pela família mosaico mas também por casais homossexuais. Esse comportamento traz dissabores não só pela tentativa mas também pelo resultado ser impossível de ser alcançado.
A primeira ação de uma família mosaico em formação deve ser de se reconhecer como tal e se aceitar. Para entender melhor isso vou lembrar que nos EUA existe um outro conceito de família que se chama de família frágil, ou seja, família com filhos cujos pais não são casados. Seja morando sob  mesmo teto ou se relacionando a distância. Mesmo nessa formação em que os pais, unilateralmente ou bilateralmente, não buscaram o registro civil ou religioso, pode existir na vontade de um de seus membros, querer se igualar ao padrão estatístico da família nuclear.
Ou seja, a tentativa pode ser de apenas de um dos membros da família. Ou de todos. O resultado é o mesmo, frustração e problemas.
A estrutura, os papéis e responsabilidades da família nuclear são diferentes, tem áreas de sombreamento  e necessitam de um grau de comunicação aprimorado em relação a família nuclear. O primeiro ato do novo casamento é deixar bem claro os papéis e responsabilidades de cada um, os canais de comunicação, a capacidade movimentação e os espaços de cada um.
Uma atividade que precisa ser rapidamente organizada e superada é a capacidade de movimentação dos filhos nas casas dos pais e parentes. Criar impasse na comunicação e movimentação dos filhos, dificultando seu curso normal, pode configurar o que chamamos de alienação parental.
A alienação parental, bem como a disputa de espaço entre padrasto/madrasta com os filhos tendem a ser ampliadas pela falta de maturidade e dificuldades de comunicação.  Disputar espaço com os enteados, rebaixando-se ao nível juvenil deles pode ser um indício dessa  imaturidade. Essa disputa é maléfica para os relacionamentos, dificulta a transição e pode se transformar em um novo divórcio, ou no mínimo intermináveis conflitos entre os cônjuges.
Cada um desses problemas, além de outros, serão motivo de novos textos no blog.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Síndrome do Piloto Automático



Nos grupos de casais que lideramos (Aliança, Finanças, Educação de Filhos, ) encontramos uma característica muito comum nas famílias. Ações diárias descasadas com os objetivos de um casamento. Os casais estão vivendo em modo de “piloto automático”.

Nos casais mais antigos isso se revela em frases do tipo: “passaram vinte anos e nem vi”, “não fiz nada do que queria”, “abri mão dos meus sonhos”, “controle da própria vida”. Nesses casos a solução que os casais buscam é o divórcio. O problema identificado é o cônjuge.

Nos casais mais novos isso se revela em ocasião do nascimento do primeiro e do segundo filho. Noites mal dormidas, pouco ou nenhum sexo. Logo os conflitos e o adultério aparecem como solução, acusações mútuas e adivinhem... divórcio.

A síndrome do piloto automático é o maior mata sonhos que eu conheço. Algumas pessoas só percebem que estão fora do rumo que queriam para suas vidas vinte anos depois. E o pior, culpam os seus cônjuges.

Mas como é isso?

Bom, começa quando não se percebem as mudanças. Quando os cenários mudam são necessárias ações de transição na vida das pessoas.

A primeira grande transição é o próprio casamento. Algumas pessoas teimam em manter as mesmas atitudes do tempo de solteiras. Não vai funcionar. A segunda grande mudança e que requer ações transitórias bem planejadas é a chegada do bebê. Nesse ponto alguns casais se perdem e prejudicam muito a vida da criança.

Mas o que são ações de transição? É o resultado de um planejamento familiar que suspende temporariamente ou faz ir mais devagar projetos de vida do casal. Os objetivos pessoais não são esquecidos, nem jogados fora. Mas recebem tratamento diferenciado em tempos de mudança. Essa transição deve ser antecipada por meio de planejamento e acordo entre o casal. Ninguém deve ceder nada. A cessão é cobrada no momento do divórcio e na maioria das vezes é o próprio motivo de divórcio, o acordo não.

Outras grande mudança é a idade. Devemos planejar deixar de fazer o que fazíamos quando mais jovens e migrar para atividades de adultos. 40 anos não combina mais com mini saia, baladas adolescentes e dormir na casa da amiga. Sim, a comparação foi exagerada, mas normalmente as distorções são assim, bem absurdas.

Vai casar? Faça um curso de noivos, seguido de um curso de finanças para casais. Vai ter um bebê, faça o curso “Preparando a chegada do Bebê”. O filho cresceu? Faça o curso “Como criar seus filhos”. Prepara-se para as grandes transformações da sua vida. É sua vida! Todos esses cursos estão presentes no site da UDF, www.udf.org.br.

Só devem existir ações rotineiras na vida das pessoas se forem para cumprir objetivos de vida, sonhos, manter a saúde. De outra forma, num piscar de olhos vinte anos se passarão e sua vida foi para o ralo. E não adianta botar a culpa no casamento, no cônjuge, nos filhos.

Passe a se preocupar em viver um casamento. Faça atividades junto, como família. Passeios, filmes, oração, igreja, alimentação, estudos. Do contrário, mantenha-se solteiro. Empreenda firmemente atividades que façam você feliz, que te satisfaçam. E viva vinte anos como se fossem mil! 

terça-feira, 3 de julho de 2012

Bom começo, bom negócio


Bom começo, bom negócio

Vendo um bom número de casais bem-sucedidos no que diz respeito a profissão, dinheiro, filhos dentre outros, brigando e ou se separando, me preocupei em analisar as situações para tentar encontrar uma explicação.
Não é raro alguns casais nos procuraram durante a madrugada para auxílio em situações de crise conjugal. As crises são diversas, como dinheiro, sexo, profissão, filhos, parentes apenas para citar os mais comuns. Mas observando em uma situação especial que é a minha, como conselheiro, ficaram claras algumas características comuns destes eventos.

Fatos ocorridos nos primórdios do relacionamento são relembrados imediatamente. São ações e omissões que outras situações são contadas como piada pelos próprios casais, mas, que em crise se tornam argumentos contundentes contra o companheiro. Esses fatos se transformaram em mágoas, alimentadas diariamente pela pessoa, engatilhada, pronta para ser despejada no outro quando necessário.

Um bom exemplo disso é o casal que celebrou a cerimônia de casamento sem flores na igreja. Aparentemente era um detalhe que não fazia diferença para os dois, mas se transformou em motivo para a separação de um casal em Recife. O marido sequer lembrava-se de ter economizado neste item, mas a esposa tinha na sua mente detalhes da "maldade" perpetrada contra ela.

A discussão havia começado por conta da profissão que ela deixara para casar e as viagens e sonhos que ele abandonou para mantê-la e terminou por conta da ausência de rosas na cerimônia. As histórias são sempre discutidas com grau de perversidade no máximo, expondo todas as fraquezas e podres do agora oponente. É muito interessante observar toda energia gasta em brigar e se manter com razão. Fico imaginando se torna essa força que foi usada lutando contra o outro fosse utilizada para salvar o casamento teríamos poucos divórcios.
Vou resumir este item. Fatos do tipo "deixa para lá", depois isso muda, ou mesmo, depois vamos rir disso, ficam marcados para serem usados como armas de morte para o casamento. São absolutamente fatais. Felizes os casais que terminam ou resolvem os seus problemas e celeumas antes de casar, ou imediatamente quando ocorrem.

Não deixe para depois, resolva agora, tudo tem que ficar claro. Os itens que causam mais problemas depois são:
- sexo: um quer todo dia ou nunca. Difícil achar alguém realmente sensível e que construa situações para sexo em quantidade e qualidade saudável; Um diz que tudo pode e a outra nada quer;
- dinheiro: conta única ou separada, dividir despesas e bens ou tudo separada, afinal podemos nos separar um dia né? Com orçamento ou sem, viagem ou não, posso trabalhar ou não;
- filhos: bater ou não bater, castigar ou não, levar para igreja ou não, obriga a comer ou deixa a vontade;
- parentes: se metem em tudo, pedem empréstimo, vão morar junto;
- relacionamento: quem manda? Quem toma a decisão?
Apesar de tudo isso, o que mais coopera para as separações são as premissas mentirosas da vida. Mas o que é isso?

Para exemplificar: Homens que casam com mulheres em que a premissa é que "não pode depender de homem", tem diversas dificuldades em liderar e agradar a esposa. Todas as suas ações estão sendo observadas e se não agradarem a esposa independente, ela pula fora do relacionamento. Afinal ela tem emprego, profissão e dinheiro de sobra, não precisa de homem.

O abuso perpetrado contra a mulher, na sua infância, dificulta seus relacionamentos, tendo em vista que a mentira diz que todo contato amoroso e sexual pode ser encarado como violência e seu marido mesmo que amado e querido não pode tocá-la.

Existem mentiras de todo o tipo. Essas mentiras se multiplicam por dois e ajudam na separação, pois são muito reais na vida do casal e se repetem ao longo da vida.
Para superar essas dificuldades é necessário que o início seja pautado por deixar claro as posições sobre os aspectos de religião, tarefas domésticas, sexo, dinheiro e profissão. Estejam preparados para mexer no baú de feridas das suas vidas. Que devem ser resolvido antes de começar uma jornada juntos.