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terça-feira, 26 de março de 2024

Cadeiras Vazias

Recentemente, em um dos muitos eventos familiares que permeiam nossas vidas, algo me chamou a atenção de uma maneira nostálgica e um tanto melancólica: as cadeiras vazias. Não por uma ausência momentânea, mas pelo silêncio permanente daqueles que já não estão entre nós. É um lembrete sutil, porém constante, de que o tempo avança implacável, levando consigo gerações que uma vez preencheram esses espaços com risos e histórias.

Essas cadeiras vazias são mais do que simples ausências; são ecos de memórias, são espaços que guardam segredos e sorrisos que já não ecoam no ar. Elas representam o ciclo da vida, a passagem do bastão, e nos fazem refletir sobre o valor do tempo e das conexões humanas.

Outra mudança perceptível é a ausência das crianças, que antes corriam livremente entre os adultos, criando um ambiente vibrante e cheio de energia. Hoje, esse cenário parece ter se dissipado, como se a nova sociedade tivesse outros planos para os pequenos, planos que não incluem explorar o mundo sob o olhar atento dos mais velhos em reuniões familiares.

Quando eu era criança, esses eventos eram o palco de aventuras épicas. Corríamos entre os adultos, competindo com primos e amigos em jogos inventados na hora, enquanto os mais velhos compartilhavam histórias e risadas, criando uma trilha sonora perfeita para nossas brincadeiras. Era uma época em que a comunidade e a família se entrelaçavam de maneira indissociável, criando laços que, naquela época, pareciam inquebráveis.

Hoje, olho para trás e vejo que esses momentos eram mais do que simples encontros; eram a essência da nossa cultura familiar, um legado de união e alegria. E embora o tempo e a sociedade estejam em constante mudança, cabe a nós encontrar maneiras de manter viva a chama dessas tradições, adaptando-as para que as novas gerações possam experimentar a mesma magia que vivenciamos.

Talvez seja o momento de reinventarmos nossas reuniões, de criarmos novos rituais que possam preencher as cadeiras vazias não com saudade, mas com novas memórias. De incentivarmos as crianças a se juntarem novamente, não apenas virtualmente, mas em carne e osso, para que possam sentir o calor humano e a alegria que só uma família unida pode oferecer.

As cadeiras vazias nos eventos da família são, de fato, um efeito colateral da idade, mas também podem ser uma oportunidade para refletirmos sobre o que realmente importa. E, quem sabe, para trazermos de volta um pouco da inocência e da simplicidade que parecem ter se perdido no caminho. É uma chance de reconstruirmos, juntos, o cenário de nossas reuniões, para que elas continuem a ser o coração pulsante de nossas vidas, repletas de gente, alegria, sorrisos e muita conversa.



quarta-feira, 27 de maio de 2020

Seu Filho na Matrix

Muito comum nos dias de hoje é ver crianças de cabeça baixa introspectivas, com atenção toda voltada para o celular ou tablet.  
A tecnologia trouxe facilidades que unem continentes, culturas e religiões.
Os pais não sabem e não conseguem interagir com seus filhos. Muito mais focados em si mesmos, em sua vida e em suas prioridades, colocam os seus filhos em segundo, terceiro e quarto planos. 

Esse egoismo traz desafios interessantes para família, um deles é como manter uma criança quieta sem incomodar, sem fazer perguntas, sem interação. 
Em alguns casos, os pais terceirizam até responsabilidades elementares para vida da criança, como por exemplo alimentação e higiene. Alguma empregada doméstica toma conta dessas atividades. 

Algumas pesquisas apontam que os pais interagem com seus filhos por apenas 30 segundos por dia. É como se tivessem um animal de estimação. O animal fica ali, parado esperando alguma atenção e carinho mas só pode interagir quando chamado. Então a criança fica ali controlada parada, obediente, sem qualquer relacionamento com pai ou mãe, ou seja não a vida familiar parece nula para essa criança. 
A tecnologia, que pode ser usada de tantas maneiras deficientes eficientes, como ensino da religião, moralidade, e dos bons costumes, fica anulada.

Que tal brincar com seu filho? 
Se você viu o filme Matrix vai perceber que o seu filho está conectado a uma rede mundial com todos os vícios, problemas e questões que isso pode trazer. 
Para se conectar com seu filho, que tal estabelecer um relacionamento real, verdadeiro com seu filho? Então passear com ele, sorrir com ele, curtir as dúvidas dele, os pensamentos dele. 

Há muito desapareceu o prazer de ver as primeiras dúvidas de outro ser humano, seus primeiros sentimentos, suas primeiras visões de mundo, seu desejo de conhecimento, seu desejo de ser visto e seu desejo de ser amado. 
É possível pela que é a maior honra desse planeta seja a construção do caráter de um novo ser humano. É possível que o maior objetivo da paternidade e da maternidade seja nutrir e apreciar o crescimento de um novo ser, que vai perpetuar fisicamente e espiritualmente a família. 

Ao contrário do que se pensa, conexão realizada com Matrix não é facilmente desfeita. 
Assim que, filhos ganharem a adolescência, essa conexão com a Matrix, estabelece uma forma de rejeição com os elementos familiares e de comunhão com os pais. 
Uma reclamação frequente dos Pais é que a um distanciamento os filhos. Mas esse distanciamento foi causado pela falta de conexão nos primeiros dias da adolescência e da infância. 
Por isso é importante, comunicação intensa, amizade, olho no olho, sorrisos, muitos almoços e jantares alegres. 
Ame seu filho dando tempo de qualidade e quantidade, pois quando ele crescer, as melhores lembranças da vida dele vão ser nos braços do papai e da mamãe. Do contrário, as melhores lembranças dele estarão em um vídeo no YouTube.

Órfãos de Mães Vivas


Órfãos de Mães Vivas

- Você tem amor para ser mãe?

O que temos visto nos últimos tempo é um considerado número de mulheres com filhos sem a mínima vontade de se doar. Não há presença(tempo de qualidade), carinho, atenção e aquele tão falado instinto maternal. Algumas mulheres se relacionam de maneira utilitária,com atitudes destrutivas e interesses convenientes.
A seguir vou pontuar algumas experiencias vividas e pontos de vistas pessoal.


- O que é ser mãe?

Ser mãe está na base da realização pessoal de uma mulher, é contribuir para o desenvolver de um novo ser que depende única e exclusivamente dela,significa mudar a sua vida, seu tempo, seu pensamento,é ter uma razão de ser para o resto da vida; querer aproveitar e viver ao máximo cada momento,dar amor para levar seus filhos adiante e ensiná-los a viver, ser mãe é se doar. 


- Vontade de se doar.

Vou abordar esse assunto relatando uma atitude corriqueira comum nos dias de hoje.
Mães dispersas,ausentes, apesar da presença física.
Dia desses estava em um hipermercado e havia um casal com uma criança de mais ou menos um ano e meio.
O pai orientou a mãe que ficasse com a criança em um banco sentada na frente do caixa enquanto ele embalava e pagava as compras.
A mãe sentou pegou o celular baixou a cabeça, e em alguns minutos a criança resmungou, choramingou e ela se quer levantou a cabeça para ver o que estava acontecendo.
A criança escorregou da cadeirinha do carrinho do supermercado e ficou presa pelo pescoço.
O pai quando percebeu correu para socorrer o filho.
Ele voltou para embalar as compras, e no mesmo instante a mãe baixou a cabeça e continuou mexendo o celular.Pasmem!
Hoje vemos por vezes mães com filhos em idade que precisam de atenção redobrada,pois estão engatinhando, aprendendo a andar, descobrindo o mundo e o que assistimos: mães que estão mais preocupadas e priorizando outras coisas,sem acompanhar o crescimento dos seus filhos, e assim assistimos algumas colocando crianças sentadas por horas na frente da tv para não se dar ao trabalho de interagir com elas, deixando as crianças o máximo de tempo em creches e com babas, sem o menor instinto maternal.  


- instinto maternal.

Se refere às reações instintivas de uma mãe com sua cria. É um valor complicado de gerir na sociedade atual. Há mulheres que nasceram para ser mães e outras, nem por isso. Mas, muitas das vezes a mulher tem sempre muito amor dentro do seu íntimo.
E outras nem tanto!E os filhos viram um peso.


- Filhos como um peso

Nem todas as mulheres, fazem uma festa por estar gerando uma criança. Existem mesmo muitas, que repudiam os pequenos,como se eles fossem um incômodo.
Recordo-me de uma relação profissional com um casal de classe financeira bem alta, com 3 filhos os dois mais novos gêmeos, as três crianças entravam em panico se fosse cogitada a ideia da governanta ser dispensada,  pois à tinham como mãe.
Qualquer discussão entre a mãe e a empregada, as crianças se desesperavam chorando e perguntavam o que iria ser deles se ela não estivesse presente, a frase dita era: "quem vai cuidar de nós". Meu coração ficava apertado, ao assistir o desespero daquelas crianças que tinham tudo que o dinheiro poderia comprar, mas não tinham a atenção e o carinho dos pais. 
Presenciei um outro episodio quando uma das crianças passou mal no colégio e desmaiou, e o motorista foi chamado e orientado a ir buscá-lo e levá-lo ao hospital, pois a mãe estava fechando um contrato e o pai estava no trabalho. 
Fiquei refletindo que tipo de adulto ele seria? 
Órfãos de pais vivos, muito triste!
E podem se tornar,filhos futuramente problemáticos.  


- Quando um filho se torna um problema.

Quando um filho causa problemas é um período complicado para pais e filhos. As relações ficam mais difíceis, é preciso administrar com calma e evitar o distanciamento.
Se o filho está passando por um momento parecido com o qual a mãe já passou..Elas costumam falar que sabem perfeitamente pelo que eles estão passando, pois já viveram tudo aquilo. E, portanto, acham que podem dizer qual é o melhor caminho. Isso é um erro.
Quando os filhos são mais novos devem ser orientados e acompanhados, tudo com respeito. Se maduros não há necessidade de cobrar explicações invasivas, trate-os com respeito para não causar um bloqueio na comunicação. Se possível tente quebrar o clima de tensão entre vocês com bom humor, é uma opção.
Não gere clima de desconfiança, lembre-se que as relações íntimas são baseadas na confiança,.
Por isso, converse com calma, não faça chantagens ou ameaças, tente parar e entender as razões que o levaram tomar algumas atitudes e escolhas.Não exponha a intimidade do seu filho, a relação maternal é hierárquica o que não significa que tenha de ser ruim ou mesmo desrespeitosa.



- Mães utilitária,tóxicas\destruidoras.

Alguns filhos se depararam com esse perfil de mães...que se relacionam de maneira utilitária (interesseiras,que vêem ou procuram os filhos para satisfazer suas necessidades e interesses), trazendo consigo o desagradável brinde de atitudes detonadoras, inconsequentes e com interesses convenientes.
Os filhos sentem o interesse em que elas querem levar carona, na sua situação financeira, status, entre outras coisas.

As mães tóxicas oferecem aos seus filhos os chamado amor tóxico e, muitas vezes, imaturo. Projetam sobre eles toda a sua insegurança pessoal são capazes de criar “hábeis artimanhas” para continuar tendo os filhos bloqueados, chegando a justificar a eles que agem assim para o bem deles. 
Por outro lado vem o lado mais tóxico,que é o reflexo de um amor egoísta e prejudicial. Muitas vezes asfixiante(invasivo), e que pode ser completamente destrutivo.
Essa mães tende a se utilizar de algumas frases bordão, como:

"Eu quero o melhor para você”
“Quero que chegue a ser aquilo que eu não pude ser”

Nessas ocasiões as mães tóxicas projetam em seus filhos os desejos não realizados do seu próprio passado, sem perguntar se querem  e o que eles desejam, sem dar-lhes a opção de escolher, tornando-se invasivas.Reflita que a maternidade não lhe dar permissão para tal atitude, principalmente na fase adulta.

Diante dessa situação é necessário que o filho rompa o ciclo da toxidade compreendendo que precisa abrir suas asas para ser ele mesmo para ser feliz.  Essa oposição vai lhe dar trabalho, mas deve começar a dizer “não” para todos os invasivos seja sua mamãe,sua família um amigo mais chegado. É necessário saber que romper este ciclo de toxidade vai provocar alguns danos, Mas! Nessas ocasiões, dizer a verdade do que sente pode causar perdas aos outros, mas é uma necessidade vital e talvez assim evitar o estagio de detonação.


Nesse paragrafo vou abordar uma mãe detonadora, exemplificando o que veria a ser são aquelas que no meio da adversidade ao invés de adubar o bem,e apagar o incêndio ao seu redor insistem em inflamar a discórdia, a  maledicência, grosseria e pasmem! Muitas vezes tramam o mal pelo simples fato de discordarem dos filhos.

Quando os filhos tomam atitudes que descordam, não acolhem, e tão pouco aconselham, tem a visão deturpada, que criticar é aconselhar.
Uma mãe insensata dissolve sua família temos alguns exemplos na própria bíblia, um deles está relatado no livro de Gênesis nos capítulos 25 a 30 a historia de Raquel esposa de Isaque uma mãe inconsequente e sem sabedoria que destrói a sua família jogando um irmão contrato outro.



A palavra AMAR  é um verbo de ação e exige atitude...Se você não empreende ações, amar vai continuar a ser uma palavra vazia, e você não terá como colher amor do seu filho se suas atitudes não demonstram afeto.
SER MÃE É O AMOR NA SUA ESSÊNCIA.


# fica a dica.
By #Eveline

domingo, 8 de março de 2020

Feminismo x Mulheres da Bíblia

A preguiça na leitura da palavra de Deus tem proporcionado o avanço de filosofias estranhas ao modelo deixado por Cristo.

O feminismo é um deles.

As feministas fazem declarações do tipo: "ele tem dois braços e duas pernas", "não sei fazer isso e aquilo", "não dou conta", "meu marido também tem que fazer". Que me parece uma demonstração de querer fazer menos. Uma criancice. Como fazíamos com nossos irmãos, com aquela pergunta para nossa mamãe "porque eu e não ele" . Uma evidência fútil da preguiça, infantilidade e negação do valor do servir à família.

Na Bíblia, o modelo feminino é diametralmente oposto. Tanto homens como mulheres se esforçam para fazer mais. Procuram demonstrar valor e trabalho árduo o tempo todo.

Josué tem uma conversa com Deus e pede permissão para conquistar uma terra para sua tribo. isso com 85 anos.

Maria, Rute, Tabita, Priscila, apenas para citar algumas, eram trabalhadoras incansáveis, trabalhavam, cuidavam do marido e da casa e ainda tinham tempo para a obra de Deus e até ajudam aos pobres, órfãos e viúvas.

No capítulo 2 de Tito há menção da importância do trabalho em casa e sua relação com Deus.

1 Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina.
2 Os velhos, que sejam sóbrios, graves, prudentes, sãos na fé, no amor, e na paciência;
3 As mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem;
4 Para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos,
5 A serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seus maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada.
Onde acharemos a mulher virtuosa no meio dessa geração preguiçosa e blasfema. Bendito é o homem que busca com paciência e escolhe se casar com tal mulher.
Todos os exemplos do texto , tanto de homem, quanto de mulher são exemplos de querer mais, fazer mais, buscar mais, adorando a Deus com trabalho duro.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Família Mosaico, Vocação Única

Algumas dificuldades enfrentadas pelas famílias mosaico podem ser atribuídas a tentativa de se igualarem ao número e forma da família nuclear.
O padrão casamento, mamãe, papai igual a filho é insistentemente perseguido não só pela família mosaico mas também por casais homossexuais. Esse comportamento traz dissabores não só pela tentativa mas também pelo resultado ser impossível de ser alcançado.
A primeira ação de uma família mosaico em formação deve ser de se reconhecer como tal e se aceitar. Para entender melhor isso vou lembrar que nos EUA existe um outro conceito de família que se chama de família frágil, ou seja, família com filhos cujos pais não são casados. Seja morando sob  mesmo teto ou se relacionando a distância. Mesmo nessa formação em que os pais, unilateralmente ou bilateralmente, não buscaram o registro civil ou religioso, pode existir na vontade de um de seus membros, querer se igualar ao padrão estatístico da família nuclear.
Ou seja, a tentativa pode ser de apenas de um dos membros da família. Ou de todos. O resultado é o mesmo, frustração e problemas.
A estrutura, os papéis e responsabilidades da família nuclear são diferentes, tem áreas de sombreamento  e necessitam de um grau de comunicação aprimorado em relação a família nuclear. O primeiro ato do novo casamento é deixar bem claro os papéis e responsabilidades de cada um, os canais de comunicação, a capacidade movimentação e os espaços de cada um.
Uma atividade que precisa ser rapidamente organizada e superada é a capacidade de movimentação dos filhos nas casas dos pais e parentes. Criar impasse na comunicação e movimentação dos filhos, dificultando seu curso normal, pode configurar o que chamamos de alienação parental.
A alienação parental, bem como a disputa de espaço entre padrasto/madrasta com os filhos tendem a ser ampliadas pela falta de maturidade e dificuldades de comunicação.  Disputar espaço com os enteados, rebaixando-se ao nível juvenil deles pode ser um indício dessa  imaturidade. Essa disputa é maléfica para os relacionamentos, dificulta a transição e pode se transformar em um novo divórcio, ou no mínimo intermináveis conflitos entre os cônjuges.
Cada um desses problemas, além de outros, serão motivo de novos textos no blog.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Família Mosaico – Síndrome da Alienação Parental


Conceito

A síndrome da Alienação parental é uma forma de abuso, em que um dos genitores (alienador), influencia negativamente os filhos, utilizando-os como instrumento de dor, denegrindo a imagem e incentivando a desobediência, ativa e passiva, com intuito de impor obstáculos para o relacionamento do outro genitor (alienado), com os filhos.

Segundo o psiquiatra Richard Gardner em seu livro Recent Trends in Divorce and Custody litigation, o genitor alienador apresenta o seguinte comportamento, dentre outros:

- Recusar-se a passar as chamadas telefônicas aos filhos;
- Desvalorizar e insultar o outro genitor na presença dos filhos;
- Tomar decisões importantes a respeito dos filhos sem consultar o outro genitor (escolha de escola, religião, etc.);
- Culpar o outro genitor pelo mau comportamento dos filhos;
- Organizar várias atividades com os filhos durante o período que o outro genitor deve normalmente exercer o direito de visitas, entre outros.

Contexto

Após 15 anos de casamento Claudia e Euclides, separaram-se. Em meio a discussões intermináveis e muito rancor, dividiram os bens e como seria o relacionamento com o filho de 15 anos, Lúcio.

Tudo ia bem até que Euclides começou a namorar. A atitude do filho durante o período de visita ficou visivelmente agressiva. O rapaz se recolheu, passou a inventar desculpas para não ir para a casa do pai e não atendia telefone. A comunicação entre pai e filho diminuía dia a dia.

O conflito

Lúcio como apresentar episódios de raiva, demonstrando sentimentos de ódio contra o pai. A comunicação entre os dois diminui e encontra facilidades com a resignação do pai em relação ao assunto.

Ao se referir ao pai, Lúcio, fala exageradamente dos defeitos e ações. Demonstra ter uma visão distorcida do caráter do pai.

Rejeita a madrasta. Desrespeita e evita o contato. Desobedece e empreende ações que indicam o seu desprezo pelo relacionamento em vigor.

Conseqüências

Euclides se afasta ao ponto de não se comunicar com o filho por meses.

Esse afastamento tem repercussões na vida e Lúcio. Apresenta depressão, ansiedade. Passa beber e usar drogas.

As notas e o comportamento com professores e colegas não é o mesmo. A estima está baixa e tem dificuldades em estabelecer relacionamentos.

Não sabe quem é, pois a imagem da figura em que deveria se espelhar como homem foi duramente atacada e eventualmente destruída no processo. O gênero não faz mais sentido. Ser homem e se assemelhar a figura paterna é doloroso, há remorso e culpa nesse relacionamento.

Solução

Nesse ponto, a reversão é difícil. Começa com o entendimento dos pais que a cura do filho começa neles. O relacionamento entre os ex-cônjuges deve ser revisto.

Procure ajuda para si mesmo. Amigos, líderes espirituais, psicólogos especializados em família podem ajudar nessa situação de estresse.

Busque um mediador. Estabeleça com a contraparte alguém com experiência em educação de filhos que auxilie no processo de condução de seus filhos durante a separação.

Após o acerto entre eles, o perdão e a admissão dos erros de desonra e omissão devem ser feito na presença do filho. O conserto tem que ser presenciado e ter a participação de todos.

A partir daí, o pai, deve estabelecer um relacionamento emocional e espiritual com o filho. Presença e tempo de qualidade. Todas as outras prioridades da família devem se voltar para resolver isso. 

sábado, 20 de outubro de 2012

Pais do Abandono - não quero comer


Como é o momento das refeições na nossa família. Como compartilhamos o alimento?
Tendo em vista nossa atividade com famílias, frequentemente somos convidados para participar de eventos ou mesmo pequenas comemorações.
Esses convites nos dão a rara oportunidade de ver qual é a mecânica de pessoas completamente diferente de nós, inclusive nos aspecto religioso.
Em uma das visitas observamos a pequena Helena. Dois anos, recém-completados, muito ativa e esperta. Ao primeiro anúncio da mãe a respeito do almoço ela se aproximou da sua cadeirinha, especialmente adquirida para ela, sentou-se e colocou o cinto de segurança.
A cadeira é mais alta, para permitir que a criança fique no nível de um adulto, com cinto de segurança e mesinha à frente.
O alimento foi colocado a sua frente, juntamente com a colher. Ela aguardou pacientemente pela oração que se seguiu. Elegantemente, ela movia a colher de modo a reter o suficiente para não transbordar. Levava a boca e mastigava tranquilamente. Não derrubou nada. Ao final, sem pedir, ele recebeu um pequeno copo com suco. Os adultos bebiam refrigerantes. Ela não pediu a mesma deferência.
Tomou a bebida e levantou as mãozinhas fazendo um sinal de término. Sua mãe olhou, sinalizou de volta. Ele esperou que a mãe limpasse suas mãos e desceu alegremente da sua cadeira. Foi brincar.
Como pode isso?
1 – Os pais estabeleceram momentos claros durante o dia e este era um deles. Há um ritual. Todas as outras atividades devem cessar. Ninguém está no computador ou olhando televisão. Todas as atenções se voltam para o almoço.
2 – não houve tentativa de convencer a criança de que a comida era boa;
3 – não há briga ou discussões durante o almoço. O tom de voz é baixo. Os assuntos domésticos sobre comportamento ou dinheiro estão fora da pauta. É um momento agradável.
Dois dias atrás tive a oportunidade de ler um relato que me impressionou. Tanto que programei o que aprendi em minha própria vida.
Segue o relato em tradução minha, tendo em vista que pertence a um site em inglês. http://www.mandiejoy.com
“Quando eu era pequena, meu pai instituiu "A Regra da primeira mordida". Parecia bastante simples: ninguém poderia provar o alimento até que o cozinheiro (geralmente mãe) tivesse provado e apreciado. Afinal, ela havia criado a refeição. Ela pôs o pensamento e esforço para a nossa nutrição, bem como, cores e temperatura dos alimentos em nossos pratos... E nós só aparecemos para a festa no último minuto. Deixá-la provar primeiro foi uma maneira de homenagear seu esforço. Além disso, perguntamos. "Mamãe, é bom?".”
“Parece uma oferta pequena, mas para pequenos ratos rosnando com fome, esperando por uma oração e uma primeira mordida da mamãe parecia uma eternidade. A nossa fome desejava a comida, mas era suprimida pela paciência. Nossos pais queriam que um tipo diferente de fome crescesse em nossos espíritos - uma fome para honrar, respeitar, para colocar os outros (e, em última análise Deus) acima de nós mesmos.”
Todos esses elementos facilitam a convivência e o ensino de boas maneiras as crianças.

sexta-feira, 6 de julho de 2012


A cura é para quem quer


Em recente visita a nossa casa, uma jovem senhora pediu orações e dividiu conosco seus problemas conjugais e de relacionamento com os filhos. Em um momento de desabafo perguntou o que poderíamos fazer pelo marido que tinha diversos problemas com dinheiro, relacionamento com os pais e sexo.

O que podemos fazer por quem não veio ou por quem não está presente... Podemos orar. Nada mais.

Mas para aqueles que buscam e estão quebrantados estes dtem toa chance de serem curados e libertados de diversos problemas. Só podemos tratar e ajudar quem veio.

Mas este não é o problema maior. As pessoas que nos procuram sempre acusam o outro de ser o principal elemento de sofrimento em sua vida, ou seja, o outro é que precisa de ajuda. Esse é um pensamento comum “o mal são os outros” ou “o inferno são os outros” como concluiu Sartre, mas a cura é para quem veio.

A jovem senhora saiu com muitas benções de nossa casa, curada, liberta e aliviada. Seus relacionamentos em casa melhoraram, inclusive com o marido que continua sofrendo. Mas ela é muito feliz.

Outra visão disso e que nossas feridas criam barreiras intransponíveis pelos nossos entes queridos. Certa vez recebemos em nossa casa um casal cuja esposa tinha dificuldade em dar e receber carinho. Eles tinham três filhas de 15, 13 e 10 anos que nunca recebiam abraços da mãe. Ela relatou aos prantos que não conseguia se aproximar das filhas para abraçá-las. Ao passar pelo processo de cura, derrubou as barreiras que impediam seus próprios filhos de se aproximarem dela. Naquele mesmo dia ao chegar em casa foi recebida com abraços das três filhas ao mesmo tempo, algo que nunca havia ocorrido. Foi um marco em sua vida. Mudou a vida dela, das filhas e do marido.

Precisamos nos apresentar. Fazer a nossa parte. Cada um faça a sua.

domingo, 18 de março de 2012

Filho da outra


Em uma visita a Minas Gerais para ministrar em um evento de Educação de Filhos, nos deparamos com situações envolvendo famílias mistas ou mosaico, como prefiro dizer.
A família mosaico se caracteriza por pelo menos um dos conjunges oriundo de um ou mais casamentos, com filhos ou não.
Esta formação familiar apresenta as mais complexas situações para análise e resolução de conflitos que podem surgir em seminários, cursos de Educação de Filhos ou reuniões de aconselhamento familiar.
Assim foi com Evelyn e Evandro.
Evelyn uma jovem senhora com três filhos, sendo uma adotada, casou-se com Evandro. Este, com dois filhos de um casamento recente e ainda com pendências judiciais.
Um parêntese, este casal havia nos contactado por email e depois por telefone perguntando se os aconselhávamos a casar. Como não trabalhamos com aconselhamento propusemos várias situações que deveriam ser tratadas por eles antes do casório para evitar o pior.
Não tivemos mais notícias até que viajamos para este evento. Fecha parênteses.
Estavam em pé de guerra. Ao contrário do que foi proposto, as questões entre eles começaram a ser tratadas na medida em que foram acontecendo e como dissemos isso seria o pior cenário para um casamento mosaico.
A gota d'água foi o dia dos pais.
Continua...