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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Seja você mesmo. Agora mesmo.


A escritora Lya Luft em sua crônica na revista Veja de 30 de janeiro escreveu algo que me chamou atenção. “Querer ter 40 anos aos 70 é tão patético quanto 20 aos 40 como se nos tivessem embalsamado na idade que achamos ideal”.

Na minha jornada de vida encontrei mães que incorporaram o linguajar e as vestimentas de suas filhas. Não consigo pensar em qual intento isso foi feito, mas percebo que isso tem consequências nos relacionamentos familiares e na sociedade.

Nas três oportunidades que vi isso acontecer as consequências foram divórcio e muita confusão. Não sou fã da Sra. Lya, mas ela pergunta acertadamente: “existe uma idade melhor?”

Será que viver intensamente a fase que se está é tão difícil? Meus filhos quando tinham 15 anos queriam ter 18. Vejo pessoas com 40 querendo ter 20. O problema disso é que quando somos pais devemos assumir nossa paternidade e quando avós... assumir essa liberdade. Sou avô e minha esposa executa atividades de avó. Ela vive isso com muita tranquilidade. Fico pasmo com a naturalidade com que ela aceita e convive com isso.

Cumprir o dever de marido e esposa, pai e mãe faz parte dos tempos e idades que passamos. Assim, não pule etapas. Quando criança brinque como criança. Deixe a fase de namoro para a idade correta. Ao namorar não adote ações de casado, para que quando casar as execute na hora adequada. Ao casar assuma seu relacionamento e não descarte seu cônjuge. Quando pai pratique a paternidade.
Chega de viver a idade certa com ações erradas. Seja você mesmo. Agora mesmo.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Divisão de Tarefas


Uma das responsabilidades do pai é criar um sentimento familiar de união e de pertencimento. Para tanto, uma das maneiras é incentivar o espírito de equipe no lar com divisão de tarefas.
A divisão de tarefas propicia a interação, a comunicação e a necessidade de colaboração entre irmãos. Mas o maior ganho é o sentimento de pertencimento.
Todos os membros da família precisam saber e sentir que são bem vindos, queridos, amados pelo grupo e que sua presença e as atividades que desempenham fazem diferença. A ausência desse sentimento se revelou, em inúmeros casos que partilhamos a solidão, a depressão, suicídio e uso de drogas.
Existem outras maneiras de incutir esse sentimento de amor pela família como, por exemplo: elogio ou encorajamento verbal, dar presentes, tempo de qualidade, toque físico e serviço, mas hoje vamos focar apenas no incentivo do espírito de equipe.
As atividades devem ser distribuídas em função da idade, da habilidade e disponibilidade da criança ou jovem, não devem ser pagas, mas podem ser elogiadas. Devem ser privilegiadas atividades em que haja necessidade de troca de impressões e colaboração com pais e irmãos.
Cuidado com higiene, roupas, objetos pessoais e estudar, bem como seu arrumar o quarto, não entram na distribuição de tarefas. Pelo contrário, são pré-requisitos, para liberdades como sair para brincar, jogar videogame ou navegar na internet, por exemplo.
Importante dizer que essas atividades não podem ser usadas como forma de castigo. Feito isso toda atividade desse tipo passa ser encarada como tal.
Outro erro freqüente é que todas as tarefas caseiras são de responsabilidade da esposa. Tomar um copo de suco e lavá-lo, colocar sapatos e chinelos no lugar, tirar a toalha molhada recém usada de cima da cama são itens óbvios, mas que figuram no topo das reclamações das esposas.
A síndrome da troca da guarda, em que a mulher não faz mais nada em casa assim que o marido chega, transferindo para ele todas as atividades, também é um fator de fracasso para a divisão e execução das tarefas de casa.
Os filhos observam esses erros e passam a ter um comportamento reativo, até mesmo para as próprias atividades como tomar banho e escovar os dentes. Voltar atrás desses erros requer um esforço de ambos os cônjuges e uma ou mais reuniões familiares para ajustes.
A ausência desses cuidados, principalmente por parte do pai, propicia que o adolescente seja preguiçoso e insolente, no que diz respeito a trabalho, organização e até mesmo higiene pessoal.

O sentimento de ser amado, de pertencer a família e ser importante vai mudar a vida dos membros da família. No texto abaixo, de Gary Chapman, do livro As Cinco Linguagens do Amor, exemplifica isso.

Psicólogos concluíram que sentir-se amado é a principal necessidade do ser humano. Por amor, subimos montanhas, atravessamos mares, cruzamos desertos e enfrentamos todo tipo de adversidade. Sem amor, montanhas tornam-se insuperáveis, mares intransponíveis, desertos insuportáveis e dificuldades avolumam-se pela vida afora. O apóstolo dos gentios, Paulo, exaltou o amor ao afirmar que qualquer ato humano não motivado por esse sentimento é em si vazio e sem significado. Concluiu que na última cena do drama humano, somente três características permanecerão: "fé, esperança e amor. Porém, a maior delas, é o amor".