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sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

Alienação Parental : uso excessivo do celular por crianças e adolescentes

A crescente preocupação com o uso excessivo de celulares por crianças e adolescentes ganha uma nova dimensão à luz da alienação parental, uma prática negligente onde pais deixam seus filhos imersos no mundo digital, muitas vezes sem supervisão. Este comportamento não só prejudica o desenvolvimento mental e emocional das crianças, mas também os expõe a riscos inerentes ao mundo online.

O uso abusivo de celulares pode causar danos significativos à saúde mental das crianças, manifestando-se em formas de irritabilidade, ansiedade e depressão. Transtornos do déficit de atenção e hiperatividade, distúrbios do sono e alimentares são outras graves consequências dessa exposição excessiva. Mais preocupante ainda é a possibilidade de que o uso desmedido de celulares esteja ocultando angústias e dificuldades emocionais mais profundas, levando ao isolamento e dependência.


A alienação parental, que ocorre quando os pais falham em estabelecer limites adequados para o uso de dispositivos móveis, pode levar ao estresse tóxico. Esse tipo de estresse tem efeitos nefastos no desenvolvimento neurológico infantil, podendo resultar em problemas como desinteresse e desatenção na escola, além de desencadear dores de cabeça, rompantes de agressividade, irritabilidade e depressão infantil.

A responsabilidade dos pais nesta era digital é imensa. É crucial não apenas monitorar o tempo de tela, mas também o conteúdo acessado e os relacionamentos desenvolvidos nas redes sociais. Pais devem incentivar atividades físicas, interações sociais e momentos de desconexão para promover um desenvolvimento saudável e equilibrado.

Para combater essa forma de alienação parental, é essencial criar um ambiente familiar onde o diálogo e a interação humana sejam priorizados em relação ao uso de tecnologias. Estabelecer rotinas e limites claros para o uso de celulares, bem como oferecer atividades alternativas, são passos importantes para garantir que as crianças cresçam em um ambiente equilibrado e saudável.

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Seu Filho na Matrix

Muito comum nos dias de hoje é ver crianças de cabeça baixa introspectivas, com atenção toda voltada para o celular ou tablet.  
A tecnologia trouxe facilidades que unem continentes, culturas e religiões.
Os pais não sabem e não conseguem interagir com seus filhos. Muito mais focados em si mesmos, em sua vida e em suas prioridades, colocam os seus filhos em segundo, terceiro e quarto planos. 

Esse egoismo traz desafios interessantes para família, um deles é como manter uma criança quieta sem incomodar, sem fazer perguntas, sem interação. 
Em alguns casos, os pais terceirizam até responsabilidades elementares para vida da criança, como por exemplo alimentação e higiene. Alguma empregada doméstica toma conta dessas atividades. 

Algumas pesquisas apontam que os pais interagem com seus filhos por apenas 30 segundos por dia. É como se tivessem um animal de estimação. O animal fica ali, parado esperando alguma atenção e carinho mas só pode interagir quando chamado. Então a criança fica ali controlada parada, obediente, sem qualquer relacionamento com pai ou mãe, ou seja não a vida familiar parece nula para essa criança. 
A tecnologia, que pode ser usada de tantas maneiras deficientes eficientes, como ensino da religião, moralidade, e dos bons costumes, fica anulada.

Que tal brincar com seu filho? 
Se você viu o filme Matrix vai perceber que o seu filho está conectado a uma rede mundial com todos os vícios, problemas e questões que isso pode trazer. 
Para se conectar com seu filho, que tal estabelecer um relacionamento real, verdadeiro com seu filho? Então passear com ele, sorrir com ele, curtir as dúvidas dele, os pensamentos dele. 

Há muito desapareceu o prazer de ver as primeiras dúvidas de outro ser humano, seus primeiros sentimentos, suas primeiras visões de mundo, seu desejo de conhecimento, seu desejo de ser visto e seu desejo de ser amado. 
É possível pela que é a maior honra desse planeta seja a construção do caráter de um novo ser humano. É possível que o maior objetivo da paternidade e da maternidade seja nutrir e apreciar o crescimento de um novo ser, que vai perpetuar fisicamente e espiritualmente a família. 

Ao contrário do que se pensa, conexão realizada com Matrix não é facilmente desfeita. 
Assim que, filhos ganharem a adolescência, essa conexão com a Matrix, estabelece uma forma de rejeição com os elementos familiares e de comunhão com os pais. 
Uma reclamação frequente dos Pais é que a um distanciamento os filhos. Mas esse distanciamento foi causado pela falta de conexão nos primeiros dias da adolescência e da infância. 
Por isso é importante, comunicação intensa, amizade, olho no olho, sorrisos, muitos almoços e jantares alegres. 
Ame seu filho dando tempo de qualidade e quantidade, pois quando ele crescer, as melhores lembranças da vida dele vão ser nos braços do papai e da mamãe. Do contrário, as melhores lembranças dele estarão em um vídeo no YouTube.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Pagamento de Lubrificação


O pagamento de lubrificação é uma prática prevista na lei americana que permite o pagamento de valores para que, segunda a Wikipedia, “funcionários públicos de outros países realizem os atos governamentais que eles legalmente necessitam realizar”.
Os pais que desconhecem o uso correto da autoridade apresentam um comportamento que os leva à agir com suborno em relação a seus filhos. Essa prática alimenta uma cultura de corrupção que todos detestamos em agentes públicos, como por exemplo, os políticos.
Quando os pais usam com freqüência a expressão “se você fizer tal coisa, ganha tal coisa” é uma forma de suborno. Fica implícito para o novo ser que se forma que todas as suas ações devem ser regiamente pagas. Criamos uma legião de jovens e adolescentes que não se mexem de seus quartos se não há ganho ou ressarcimento pelo “trabalho” de estudar, arrumar seu quarto ou mesmo ajudar os pais nas tarefas da casa.
O supermercado é um bom exemplo disso. As crianças já sabem que ao se comportarem bem vão ganhar um doce, bala ou salgadinho. O suborno já é esperado. O bom comportamento não dirigido pelo coração, rejeitando o mal e orientando-se pela prática do bem. Sendo assim, torna-se plausível que como futuro agente público mereça ganhar por fora para cometer atos lícitos ou ilícitos.
Não podemos confundir o suborno com recompensa. A recompensa é um prêmio pela atuação. Não é uma promessa, não acontece sempre e se refere à performance e não a comportamento.
O exemplo é do filho que alcança notas acima da sua própria média ou que supera um percentual previamente acordado com os pais, embora eu prefira que seja na forma de uma surpresa. A surpresa comunica para o filho que o pai está observando o seu esforço e está feliz por isso. Respeitar os mais velhos, ceder o lugar ou mesmo arrumar o quarto são ações de comportamento que devem fazer parte da vida cotidiana das pessoas.
A superação de expectativas em relação a atividades físicas ou habilidades ligadas a arte podem ser regiamente recompensadas.