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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Pais Preguiçosos


Selma e Jorge estão casados há 10 anos e tem inúmeros problemas conjugais. Mas o maior problema deles é uma zona de conforto que só existe na mente deles. Eles discutem o tempo todo por dinheiro, lazer, televisão, política, educação dos filhos e seu próprio relacionamento.

Para justificar, para amigos e parentes, a sua falta de atitude diante das questões que os afligem, eles utilizam os filhos. Não separamos por causa dos filhos. Como se essa fosse à única solução possível.

A preguiça, inépcia, ou seja lá o que for, para investir no relacionamento conjugal e com os filhos fica escondida por trás de uma aparente ação humana. Proteger os filhos. Pesquisas demonstram os filhos que convivem nas mesmas casas com os pais e estes são emocionalmente ausentes, sofrem mais do que os órfãos.

Faz sentido. As ações diárias de convivência falam forte. É necessário abrir mão da televisão, internet, pós-graduação, mestrado e trabalho para sentar com mulher e filhos e travar conhecimento. O egoísmo, a preguiça e ausência de habilidade emocional são alguns estilos de vida dos pais que temos observado. Às vezes vejo isso em mim. É necessário estar vigilante e ser cuidadoso com as pessoas do convívio pessoal.

Carinho, amabilidade, olho no olho nas conversas, tom de voz, contato físico, atividades ao ar livre e tempo de qualidade são alguns itens que devem ser praticados com freqüência no trato familiar. A ausência destas atividades pode criar barreiras entre os membros da família que, com o tempo, podem se tornar intransponíveis.

Ou seja, pais preguiçosos também são hipócritas.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Pai Ausente



Pais ausentes dificultam o desenvolvimento normal de uma criança.

Essa afirmação é pautada em estudos freqüentes realizados em diversos centros de pesquisa e universidades, em todos os níveis sociais, econômicos e religiosos. Foram feitas pesquisas em todos os continentes e consideradas as condições culturais de cada povo.

É como se a atuação do pai fornecesse partes de um lego que monta a personalidade e o caráter de um individuo. A sua ausência seja de tempo ou de falta de relacionamento parece dificultar a montagem desse lego. As conseqüências para o novo ser são terríveis e criam barreiras intransponíveis se não houver auxilio.

Filhos de pais ausentes têm maior envolvimento com delinquência juvenil, associado a abuso de drogas, vadiagem, roubo e bebida. Esses aspectos são maximizados se o pai é ausente na vida escolar do filho, a partir da sexta e sétimas séries.

A distância do entre o pai e o filho aumenta a possibilidade de uso de maconha e a percepção do filho em ser apanhado em delitos maiores. Ou seja, ter um pai por perto que tenha influencia positiva impede o engajamento do jovem em múltiplos delitos que seriam seus primeiros problemas com a sociedade.

O pai ausente – medido pela freqüência de contato e qualidade do relacionamento – é relacionado com filhos com maior disposição a sintomas de dissimulação, comportamento anti-social, depressão, tristeza, e mentira (Flouri & Buchanan, 2002a; King & Sobolewski, 2006; Mosley & Thompson, 1995).

Pais ausentes geram mais filhos com problemas de conduta, bullying, hiperatividade, vitimização, dificuldade de se socializar na vida escolar e problemas associados a notas. Esses filhos têm 80% mais chance de ir para a prisão. Além disso, duas vezes mais chance de atividade sexual precoce e sete vezes mais chance de gravidez precoce.

A vida escolar dessas crianças é pautada por problemas de atenção, desobediência, repetência e tem menor chance de chegar a estudos superiores. Além disso, possuem mais chance de cometerem crimes na escola como possuir, usar ou distribuir drogas ou álcool, usar armas de fogo, cometer violência contra professores, administradores ou outros estudantes.

Os pais ausentes são psicologicamente imaturos, menos satisfeitos com suas próprias vidas, são psicologicamente aflitos, não se compreendem e não compreendem os outros. Além disso, não se envolvem com a comunidade ou serviços sociais. Tendem a ter menos satisfação no trabalho e relacionamentos profissionais.

Existem evidências que sugerem que pais envolvidos com os filhos tem estabilidade e satisfação marital na meia-idade. São mais felizes mesmo 20 anos depois do nascimento do primeiro filho.

Filhos que tem pais envolvidos se tornam bons maridos, trabalhadores e excelentes cidadãos na meia idade (Snarey, 1993;Townsend, 2002).

Ser um pai ausente tem conseqüências. A sua proximidade com seus filhos pode determinar destinos na prisão, nas drogas ou pessoas extremamente felizes.

Uma mulher deve consistentemente observar o pai de um pretendente, pois pode ter uma visão de como será sua possível vida de casada e de como seus filhos serão tratados.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Pai Provedor, Pai Ausente


A educação de filhos requer a plena participação do papai e da mamãe no processo e nas atividades que o cercam. Os papais e mamães que educam seus filhos sozinhos podem torcer o nariz para esta afirmação, mas explicarei as diferenças e as questões que envolvem cada tipo de paternidade.

Em uma família que possui papai, mamãe e filhos, a ausência do pai vivo é perniciosa, atrapalha o desenvolvimento do filho causando danos as suas emoções e caráter.

Em pesquisas realizadas por estudiosos no assunto constatou-se que filhos com pais ausentes têm mais chance de desenvolver sobrepeso e obesidade, comportamento violento nas escolas e anti-social, problemas de identificação sexual, dificuldades de reconhecer limites e de aprender regras de convivência social, bem como repetência escolar.

Por isso, o pai tem que assumir a primazia da educação de seu filho sem terceirizar essa função para esposa ou instituições quaisquer que sejam.

O papel do pai.

O pai tem o papel de estabelecer em conjunto com a esposa, as políticas que regem a casa, os princípios que guiarão o comportamento e a direção que a família seguirá. A esposa cabe o auxílio na execução de algumas das atividades estabelecidas para atingir as premissas definidas.

O pai que tem a provisão como única atividade dentro do ambiente familiar é um dos maiores destruidores da união do lar. Quem não ouviu a expressão “eu ponho a comida na mesa por isso eu mando aqui”. O pai necessita desenvolver outras habilidades que certamente lhe darão a autoridade necessária para gerir a família.

Os papéis mínimos que um homem precisa para guiar a sua família, sem prejuízo de outros, são de: provisão, ensino, carinho, amor, sabedoria, disciplina, liderança, benção.

Provisão

Aqui entra um item interessante no papel do homem é o de provedor. Até essa função esta sendo tomada pela mulher seja pela necessidade, seja pela omissão e imaturidade do homem. Segundo o IBGE, as mulheres lideram 4 em dez famílias no Brasil, em números de hoje, são 22 milhões.

Uma das faces desse número é o abandono. O homem abandona o lar tendo em vista imaturidade, infidelidade, incapacidade de lidar com as dificuldades de relacionamento em casa ou mesmo pura covardia. Além dessas situações, já observamos homens que são sustentados pela esposa em 100% das suas necessidades econômicas e vivem como mais um filho na casa.

Outro elemento a ser considerado é o lar em que ambos trabalham somando suas fontes de riqueza em prol do sustento da casa. Em alguns casos se a mulher deixar de trabalhar o homem sozinho não consegue manter economicamente a casa. Nesta visão, a mulher não tem opção de trabalhar. Ela é obrigada a trabalhar em carga dupla, ou seja, em casa ela continua sua jornada diária, inclusive com as responsabilidades de ensinar e punir os filhos,  isso tendo em vista a omissão do marido.

Se na sua família as regras estabelecidas e aceitas entre o casal são de que a mulher tem opção de trabalhar avalie se isso é uma verdade ou se já existe uma condição de obrigatoriedade e servidão da esposa em relação às atividades econômicas da casa.