quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Família Mosaico – Síndrome da Alienação Parental


Conceito

A síndrome da Alienação parental é uma forma de abuso, em que um dos genitores (alienador), influencia negativamente os filhos, utilizando-os como instrumento de dor, denegrindo a imagem e incentivando a desobediência, ativa e passiva, com intuito de impor obstáculos para o relacionamento do outro genitor (alienado), com os filhos.

Segundo o psiquiatra Richard Gardner em seu livro Recent Trends in Divorce and Custody litigation, o genitor alienador apresenta o seguinte comportamento, dentre outros:

- Recusar-se a passar as chamadas telefônicas aos filhos;
- Desvalorizar e insultar o outro genitor na presença dos filhos;
- Tomar decisões importantes a respeito dos filhos sem consultar o outro genitor (escolha de escola, religião, etc.);
- Culpar o outro genitor pelo mau comportamento dos filhos;
- Organizar várias atividades com os filhos durante o período que o outro genitor deve normalmente exercer o direito de visitas, entre outros.

Contexto

Após 15 anos de casamento Claudia e Euclides, separaram-se. Em meio a discussões intermináveis e muito rancor, dividiram os bens e como seria o relacionamento com o filho de 15 anos, Lúcio.

Tudo ia bem até que Euclides começou a namorar. A atitude do filho durante o período de visita ficou visivelmente agressiva. O rapaz se recolheu, passou a inventar desculpas para não ir para a casa do pai e não atendia telefone. A comunicação entre pai e filho diminuía dia a dia.

O conflito

Lúcio como apresentar episódios de raiva, demonstrando sentimentos de ódio contra o pai. A comunicação entre os dois diminui e encontra facilidades com a resignação do pai em relação ao assunto.

Ao se referir ao pai, Lúcio, fala exageradamente dos defeitos e ações. Demonstra ter uma visão distorcida do caráter do pai.

Rejeita a madrasta. Desrespeita e evita o contato. Desobedece e empreende ações que indicam o seu desprezo pelo relacionamento em vigor.

Conseqüências

Euclides se afasta ao ponto de não se comunicar com o filho por meses.

Esse afastamento tem repercussões na vida e Lúcio. Apresenta depressão, ansiedade. Passa beber e usar drogas.

As notas e o comportamento com professores e colegas não é o mesmo. A estima está baixa e tem dificuldades em estabelecer relacionamentos.

Não sabe quem é, pois a imagem da figura em que deveria se espelhar como homem foi duramente atacada e eventualmente destruída no processo. O gênero não faz mais sentido. Ser homem e se assemelhar a figura paterna é doloroso, há remorso e culpa nesse relacionamento.

Solução

Nesse ponto, a reversão é difícil. Começa com o entendimento dos pais que a cura do filho começa neles. O relacionamento entre os ex-cônjuges deve ser revisto.

Procure ajuda para si mesmo. Amigos, líderes espirituais, psicólogos especializados em família podem ajudar nessa situação de estresse.

Busque um mediador. Estabeleça com a contraparte alguém com experiência em educação de filhos que auxilie no processo de condução de seus filhos durante a separação.

Após o acerto entre eles, o perdão e a admissão dos erros de desonra e omissão devem ser feito na presença do filho. O conserto tem que ser presenciado e ter a participação de todos.

A partir daí, o pai, deve estabelecer um relacionamento emocional e espiritual com o filho. Presença e tempo de qualidade. Todas as outras prioridades da família devem se voltar para resolver isso. 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Família Mosaico – Síndrome do Baby


Contexto

Soraia casou-se com Alberto. Este, com um casal de filhos, que passaram a morar com ele por ocasião de seu novo casamento.

O menino e a menina, 12 e 13 anos respectivamente, foram doutrinados pela mãe a atrapalhar ao máximo, o relacionamento do novo casal.

A madrasta, com toda boa intenção, oferece carinho e amor, que pensa ser o oferecido por uma mãe de verdade. Pensa: Agora sou casada e mãe.

Como todo bom início de casamento, o casal é todo carinhoso entre si. Passam juntos o tempo todo, as expressões verbais e físicas de carinho são explícitas. A sexualidade de ambos está à flor da pele. Isso não passa despercebido pelos filhos.

O conflito

Na primeira necessidade de exercer autoridade, a nova madrasta ouviu: Você não manda em mim, você não é minha mãe! O Choque inicial só não é pior porque não era um momento de disciplina. A vontade de se encaixar, de ser aceita como mãe dificulta que se exerça autoridade gerando muita ansiedade e insegurança. O casamento fica em risco.

Não ser mãe, não exime a responsabilidade que repousa sobre a madrasta. Ela precisa manter a ordem e a disciplina durante o tempo que estiver só com os enteados e que suas determinações sejam obedecidas mesmo em sua ausência.

A filha por sua vez, vê a madrasta como um obstáculo, uma adversária na disputa do carinho e amor do pai. O pai já não a abraça mais. Não pega no colo. Não vai ao seu quarto contar estórias ou brincar com ela. Não há mais conexão. E a culpa é da madrasta. E esta vai pagar caro por isso. Essa atitude tem apoio e incentivo da ex-esposa. Isso vai custar em sua vida. Caro.

O pai não vê problemas em nada disso. Tudo vai se resolver com o tempo. No máximo a culpa de tudo isso é da mãe, e ele não pode fazer nada, afinal ela é assim mesmo e foi por isso que se separaram. Vai ter uma conversa com os filhos e tudo vai ficar bem.

Conseqüências

A madrasta está sobrecarregada. Precisa manter tudo em paz, afinal o esposo disse que é assim mesmo. Sem autoridade, sem apoio do marido e sendo sistematicamente sabotada e desonrada pelos enteados. Sem saber o que fazer entra em depressão.

Os filhos estão carregando um peso que a mãe colocou sobre eles. O de acabar com a felicidade da madrasta. Isso dificulta seu crescimento emocional e incute neles a visão de que a vida é feita de joguinhos e que os relacionamentos familiares, bem como o casamento é uma farsa. Logo vão descobrir que foram usados pela mãe contra o pai e tendem a se retrair. O resultado é desobediência, alienação dos assuntos familiares, relacionamentos destrutivos e em alguns casos tentativas de suicídio. Cabe aqui um parêntese. A tentativa de suicídio mal-sucedida não significa que o jovem quer chamar atenção. Significa que está mais próximo de conseguir se matar.

O pai passa a ser pressionado pelos filhos, esposa e ex-esposa. Não tem mais paz. Espera que o tempo solucione os problemas. Isso não vai acontecer. Por vezes, a conseqüência ´novo divórcio.

Solução

As regras para conduzir esse tipo de situação, resguardadas as exceções, são:

1º - você não é a mamãe, mas se for chamada assim, deixe;
2º - você é autoridade;
3º - exerça autoridade;
4º - não abra mão, em hipótese nenhuma, da sua autoridade;
5º - privilegie o relacionamento, a amizade é conseqüência e não o objetivo;
6º - exija a participação do marido nas decisões e não aceite que o tempo seja o remédio para os problemas;
7º - haja como adulto, não entre em discussões ou pequenas guerrilhas com os adolescentes, você não vai ganhar e todos perdem;

As regras acima citadas servem também para os padrastos.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Família Mosaico – Síndrome dos Dois Reinos


Contexto

Em visita a um casal de Foz do Iguaçu visualizamos, eu e minha esposa, um problema recorrente nas famílias mosaico, a dificuldade de se estabelecer a autoridade em relação aos enteados.

No casal em questão, a mãe determinou, logo nos primeiros dias de casamento, que o padrasto não ensinaria e nem aplicaria castigos ao filho, então com sete anos. Isso reduziu as possibilidades de se estabelecer um relacionamento e a capacidade do padrasto de influenciar positivamente a vida do enteado.

O padrasto, para evitar conflitos na família recém formada, aceitou a retirada de sua autoridade. No começo, a zona de conforto e ausência de conflitos parece dar a razão s essa decisão. Entretanto, isso não é bom.

Hoje com 20 anos, o filho apresenta dificuldades com sua sexualidade, relacionamentos familiares e sociais, bem como depressão. Está em tratamento com psiquiatras e psicólogos. Toma remédios controlados, não trabalha e não estuda. O desinteresse por trabalho e por estudo tem origem na incapacidade de relacionamento com pessoas e na dificuldade em receber ordens.

O conflito

A mãe retirou do padrasto a autoridade para com o enteado. A frase foi: “você não é o pai, a partir de agora você não tem que cuidar de nada do garoto.” Inicia-se a síndrome dos dois reinos.

Normalmente é assim, uma verdade e uma mentira. A verdade ampara a mentira. De fato, ele não é o pai. Mas é autoridade sobre tudo que é sua responsabilidade, todos os bens materiais da casa, bem como pessoas. Isso é indissociável.

Ao retirar a autoridade do padrasto, que assim consentiu e tem parte no problema, a mãe criou um novo reino em casa, alijou o filho de um relacionamento importante com autoridade masculina e deu poder de escolha a alguém sem parâmetros, personalidade formada e experiência para decidir, seu filho. Além disso, a mãe não conseguiu ensinar e estabelecer limites na educação do filho. Nas palavras de Jesus, um reino dividido não pode subsistir.

Conseqüências

Nesse cenário, o filho entende que a única autoridade que existe sobre si é a sua mãe.

Esta autoridade é manipulável e cede as suas vontades. Sendo assim, os professores, policiais e chefes não autoridades em sua vida. A transgressão e o desrespeito fazem parte de sua vida confortável. Deixá-lo a vontade é uma forma de amor dado pela mãe em uma tentativa de compensar a falta que um pai faz. Nenhuma mãe consegue isso. Bem como nenhum pai vai suprir a falta que uma mãe faz.

Além disso, há conflito constante. O filho se considera dono de si. Duas autoridades na casa. Isso cria um ambiente de desonra para o homem e sobrecarga para a mulher.

Desde que começamos a trabalhar com casais, nas suas diversas formações, ouvimos mulheres reclamando de sobrecarga. Esse é o resultado de assumir responsabilidades inerentes a todos os membros da família.

Ao executar atividades que são responsabilidades de outros, retiramos a oportunidade de crescimento e participação nas atividades da casa. É necessário criar um ambiente colaborativo, em que todos sabem que fazem parte de uma equipe. Sem isso, alguém vai ficar sobrecarregado.

Recebemos relatos de mulheres que estão com sobrecarga de atividades, visto que retiraram do homem suas responsabilidades, com vistas a proteger o filho e a si mesma. Cuida das finanças, da limpeza, educação dos filhos e da própria vida. Isso não é casamento. Algumas pessoas percebem isso e a conseqüência é novo divórcio.

O sentimento familiar de equipe, de amizade e de intimidade é de responsabilidade do homem.

Sem autoridade, o homem se sente pressionado, pois não consegue programar ações nesse sentido, muito menos tomar decisões. Para onde viajar, o que ver na TV, notas da escola, horário de dormir, o que comer, tudo passa por três instâncias de decisão: o pai, a mãe e o filho.

Continuamente desonrado, sem margem de manobra em sua própria casa, passa a maioria do tempo em locais onde se sente a vontade. Menos em sua casa. Passa a ser ausente, pois não é necessário.

O filho ao receber todo esse mimo, e ver toda confusão e conflito na casa, entende isso como fraqueza. E se afasta. Filhos gostam e se aproximam de pessoas com autoridade. Principalmente se essa autoridade for moral.

A primeira ilusão do homem que casa com mulher com filhos é que ele será um bom pai ou pelo menos fará esforço para isso. Isso é uma mentira.

Ele pode exercer autoridade com sabedoria e conseqüentemente ser um amigo. Alguns homens ficam tristes quando ouvem a expressão: “você não é meu pai!” Embora isso seja um fato, não deve ser motivo de tristeza. Devemos aceitar o título de padrasto e exercer todo o poder, amor e sabedoria que o cargo exige. Em algum momento de dificuldade com a mãe e o enteado, teremos a tentação de deixar de lado a autoridade. Isso é um erro terrível na educação de filhos. As conseqüências são inegáveis. E virão.

Solução
As regras para conduzir esse tipo de situação, resguardadas as exceções, são:

1º - você não é o pai, mas se for chamado assim, deixe;
2º - você é autoridade;
3º - exerça autoridade;
4º - não abra mão, em hipótese nenhuma, da sua autoridade;
5º - privilegie o relacionamento, a amizade é conseqüência e não o objetivo;

As regras acima citadas servem também para as madrastas.

Treinamento de Líderes dos Cursos de Educação de Filhos


14 e 15 de dezembro de 2012 em Brasília, DF
TREINAMENTO DE LÍDERES DOS CURSOS DE EDUCAÇÃO DE FILHOS




Prezados Irmãos,
Um dos grandes desafios dos educadores é envolver os pais na educação de seus filhos. Isto também é verdade no ministério infantil das igrejas. Através de ferramentas de ensino baseadas na Palavra de Deus, o GFI (Growing Families International) tem prestado excelente auxílio às escolas e igrejas no cumprimento desta tarefa.
O curso Como Criar Seus Filhos é um conjunto de 10 lições sobre paternidade, todas em DVD, acompanhadas do manual do participante que inclui várias tarefas de ordem prática.
Alcançando o Coração de Seu Adolescente é um material de extrema relevância social e, sobretudo, espiritual. Os adolescentes estão no centro da efervescência social. Os pais precisam de um recurso bíblico que os ajude a transicionar seus filhos para a vida adulta.
Educação de Filhos à Maneira de Deus é um curso que, ao longo de mais de dez anos, já ajudou mais de 30 mil pais no Brasil. Com ampla fundamentação bíblica, este curso é indispensável para pais que desejam levar seus filhos ao pleno conhecimento da vontade de Deus.

Público-Alvo: Pais, Avós, Pastores, Educadores, Líderes de Casais, do Departamento Infantil e de Adolescentes, promotores, juízes e conselheiros tutelares.

Objetivos:
·  Incutir nos pais os princípios da Palavra de Deus, encorajando-os a trabalhar não somente no comportamento externo dos filhos, mas, sobretudo, nas atitudes do coração.
·  Desafiar os pais a desenvolver um relacionamento de confiança com os filhos, ajudando-os a olhar com otimismo os anos da adolescência.
·  Estabelecer a visão bíblica da paternidade, para que os pais possam conquistar a mente e o coração de seus filhos.



Local: Igreja Evangélica Assembléia de Deus do Sudoeste – End.: SIG Sul Quadra 8 Lote 2376 Piso Superior – Setor Sudoeste – Brasília, DF

Programação:
Dia 14/12 (sexta-feira), 19:30 às 22 horas.
Dia 15/12 (sábado), de 8 às 19 horas. Intervalo para almoço – 12:30 às 14 horas.

Taxa de Inscrição
·  R$ 130 – casal ou individual (com material incluso: manuais do líder e do aluno referentes aos três cursos; coffee-breaks)
·  É INDISPENSÁVEL trazer uma carta de autorização do seu Pastor para a participação no treinamento.
·  Não temos estrutura para crianças.

Contato e Inscrições
·  Treinadores
·   Alexandre & Neli / Amoque e Eliete
·  E-mail: etchechurry@gmail.com
·  Tel: (61) 8122-1567 – 3340-6337
·  Ao fazer a inscrição, informar no e-mail:
– Nome completo do participante;
– Endereço, telefone, e-mail;
– Comprovante de depósito (digitalizado);
– Igreja a qual pertence.

As inscrições somente poderão estar confirmadas mediante depósito imediato do valor da inscrição na conta corrente (para fins de encomenda dos kits):
Banco do Brasil, Agência 4886-0, c/c 435285-8

VAGAS LIMITADAS!
Amoque  &  Eliete      Alexandre & Neli
Treinadores do Educação de Filhos à Maneira de Deus

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Pais do Abandono - meu filho não quer comer


Existem inúmeras pesquisas a respeito das causas da recusa de um filho a alilmentar-se. Se não forem casos de doenças físicas, como nascimento de dentes ou feridas na boca, ou mesmo problemas no estômago, os pais devem atuar fortemente nesta área. Essa reclamação atinge a todos os níveis socioeconômicos e culturais e religiosos.

Em observação direta e leitura das pesquisas existentes percebi que a relação mãe e filho afeta fortemente o quesito alimentação.

O que contribui para problemas de alimentação em crianças:
- pais não almoçam com os filhos;
- mães que tem horário de almoço reduzido ou tem refeições rápidas com os filhos;
- quantidade de comida diferente da necessidade ou capacidade da criança;
- ausência de rotina ou padrão alimentar, a criança come o que quer, em qualquer hora;
- ambiente inadequado, ou seja, na sala em frente a televisão ou no quarto, mesmo no chão;
- tensão no ambiente familiar;
- o abandono emocional pode fazer com que a criança deixe de comer para chamar a atenção dos pais. Ou seja, ela passa a ter atenção em todas as refeições.

Pamela Druckerman, jornalista americana escreveu um livro sobre o assunto ao confrontar a educação americana que passava para os filhos com a educação francesa que vivencciou em uma viagem a França. 

Ela percebeu que, pais que tem o perfil de barganhar e ceder, ou seja, a casa, bem como as refeições, não possui regras claras influencia fortemente nos momentos de alimentação.

Além disso, observou que na França, a tolerância é baixa em ambientes públicos, com a falta de controle dos pais sobre os filhos. A brasileira Ilana Heineberg, 36, que mora na França e educa os filhos à moda francesa, relata que: “As pessoas e os garçons não estão dispostos a aturar barulho ou falta de respeito com a comida, mesmo por parte das crianças. Dificilmente os pais continuam frequentando esses locais enquanto seus filhos se comportam dessa forma. Encaram como um vexame”

No Brasil, os pais dizem: "estou pagando, ninguém tem nada com isso!"


Estudo recente sobre o aspecto psicológico da queixa materna "meu filho não come", revela que é impossível apontar por onde começam as dificuldades em termos causais: se nos sentimentos da mãe ou no comportamento da criança; visto que 40% das mães demonstraram sentimentos de rejeição, culpa e dificuldades em sintonizar-se com filho, enquanto 38% das crianças apresentaram baixa auto-estima, pouca vitalidade e fraco vínculo mãe / filho.

Este achado também é observado em uma outra investigação, referente à relação entre as características maternas e os casos de anorexia infantil, uma vez que comparando-se mães de crianças com e sem distúrbios do apetite, notou-se que as mães das crianças anoréxicas tinham mais insegurança quanto ao cuidado com seu filho. Deve-se ressaltar que, neste caso, a anorexia infantil trata-se de uma situação na qual a criança come pouco e/ou é seletiva, mas que apresenta crescimento e desenvolvimento satisfatório para idade.

A participação da mãe no processo da alimentação é de fundamental importância, as repercussões de suas atitudes podem acarretar sérias conseqüências para a criança. Mães com histórico de depressão e transtornos alimentares tendem a apresentar filhos com maior risco de padrões alimentares inadequados (seletividade) e failure to thrive (comprometimento no crescimento e desenvolvimento). Assim como pais exigentes podem favorecer o aparecimento de dificuldades no processo alimentar, por exercerem mais controle sobre o que seus filhos comem.

No site citado, existem mais informações interessantes sobre o assunto baseadas em estudos científicos, leia, comente, compartilhe.

sábado, 20 de outubro de 2012

Pais do Abandono - não quero comer


Como é o momento das refeições na nossa família. Como compartilhamos o alimento?
Tendo em vista nossa atividade com famílias, frequentemente somos convidados para participar de eventos ou mesmo pequenas comemorações.
Esses convites nos dão a rara oportunidade de ver qual é a mecânica de pessoas completamente diferente de nós, inclusive nos aspecto religioso.
Em uma das visitas observamos a pequena Helena. Dois anos, recém-completados, muito ativa e esperta. Ao primeiro anúncio da mãe a respeito do almoço ela se aproximou da sua cadeirinha, especialmente adquirida para ela, sentou-se e colocou o cinto de segurança.
A cadeira é mais alta, para permitir que a criança fique no nível de um adulto, com cinto de segurança e mesinha à frente.
O alimento foi colocado a sua frente, juntamente com a colher. Ela aguardou pacientemente pela oração que se seguiu. Elegantemente, ela movia a colher de modo a reter o suficiente para não transbordar. Levava a boca e mastigava tranquilamente. Não derrubou nada. Ao final, sem pedir, ele recebeu um pequeno copo com suco. Os adultos bebiam refrigerantes. Ela não pediu a mesma deferência.
Tomou a bebida e levantou as mãozinhas fazendo um sinal de término. Sua mãe olhou, sinalizou de volta. Ele esperou que a mãe limpasse suas mãos e desceu alegremente da sua cadeira. Foi brincar.
Como pode isso?
1 – Os pais estabeleceram momentos claros durante o dia e este era um deles. Há um ritual. Todas as outras atividades devem cessar. Ninguém está no computador ou olhando televisão. Todas as atenções se voltam para o almoço.
2 – não houve tentativa de convencer a criança de que a comida era boa;
3 – não há briga ou discussões durante o almoço. O tom de voz é baixo. Os assuntos domésticos sobre comportamento ou dinheiro estão fora da pauta. É um momento agradável.
Dois dias atrás tive a oportunidade de ler um relato que me impressionou. Tanto que programei o que aprendi em minha própria vida.
Segue o relato em tradução minha, tendo em vista que pertence a um site em inglês. http://www.mandiejoy.com
“Quando eu era pequena, meu pai instituiu "A Regra da primeira mordida". Parecia bastante simples: ninguém poderia provar o alimento até que o cozinheiro (geralmente mãe) tivesse provado e apreciado. Afinal, ela havia criado a refeição. Ela pôs o pensamento e esforço para a nossa nutrição, bem como, cores e temperatura dos alimentos em nossos pratos... E nós só aparecemos para a festa no último minuto. Deixá-la provar primeiro foi uma maneira de homenagear seu esforço. Além disso, perguntamos. "Mamãe, é bom?".”
“Parece uma oferta pequena, mas para pequenos ratos rosnando com fome, esperando por uma oração e uma primeira mordida da mamãe parecia uma eternidade. A nossa fome desejava a comida, mas era suprimida pela paciência. Nossos pais queriam que um tipo diferente de fome crescesse em nossos espíritos - uma fome para honrar, respeitar, para colocar os outros (e, em última análise Deus) acima de nós mesmos.”
Todos esses elementos facilitam a convivência e o ensino de boas maneiras as crianças.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Divisão de Tarefas


Uma das responsabilidades do pai é criar um sentimento familiar de união e de pertencimento. Para tanto, uma das maneiras é incentivar o espírito de equipe no lar com divisão de tarefas.
A divisão de tarefas propicia a interação, a comunicação e a necessidade de colaboração entre irmãos. Mas o maior ganho é o sentimento de pertencimento.
Todos os membros da família precisam saber e sentir que são bem vindos, queridos, amados pelo grupo e que sua presença e as atividades que desempenham fazem diferença. A ausência desse sentimento se revelou, em inúmeros casos que partilhamos a solidão, a depressão, suicídio e uso de drogas.
Existem outras maneiras de incutir esse sentimento de amor pela família como, por exemplo: elogio ou encorajamento verbal, dar presentes, tempo de qualidade, toque físico e serviço, mas hoje vamos focar apenas no incentivo do espírito de equipe.
As atividades devem ser distribuídas em função da idade, da habilidade e disponibilidade da criança ou jovem, não devem ser pagas, mas podem ser elogiadas. Devem ser privilegiadas atividades em que haja necessidade de troca de impressões e colaboração com pais e irmãos.
Cuidado com higiene, roupas, objetos pessoais e estudar, bem como seu arrumar o quarto, não entram na distribuição de tarefas. Pelo contrário, são pré-requisitos, para liberdades como sair para brincar, jogar videogame ou navegar na internet, por exemplo.
Importante dizer que essas atividades não podem ser usadas como forma de castigo. Feito isso toda atividade desse tipo passa ser encarada como tal.
Outro erro freqüente é que todas as tarefas caseiras são de responsabilidade da esposa. Tomar um copo de suco e lavá-lo, colocar sapatos e chinelos no lugar, tirar a toalha molhada recém usada de cima da cama são itens óbvios, mas que figuram no topo das reclamações das esposas.
A síndrome da troca da guarda, em que a mulher não faz mais nada em casa assim que o marido chega, transferindo para ele todas as atividades, também é um fator de fracasso para a divisão e execução das tarefas de casa.
Os filhos observam esses erros e passam a ter um comportamento reativo, até mesmo para as próprias atividades como tomar banho e escovar os dentes. Voltar atrás desses erros requer um esforço de ambos os cônjuges e uma ou mais reuniões familiares para ajustes.
A ausência desses cuidados, principalmente por parte do pai, propicia que o adolescente seja preguiçoso e insolente, no que diz respeito a trabalho, organização e até mesmo higiene pessoal.

O sentimento de ser amado, de pertencer a família e ser importante vai mudar a vida dos membros da família. No texto abaixo, de Gary Chapman, do livro As Cinco Linguagens do Amor, exemplifica isso.

Psicólogos concluíram que sentir-se amado é a principal necessidade do ser humano. Por amor, subimos montanhas, atravessamos mares, cruzamos desertos e enfrentamos todo tipo de adversidade. Sem amor, montanhas tornam-se insuperáveis, mares intransponíveis, desertos insuportáveis e dificuldades avolumam-se pela vida afora. O apóstolo dos gentios, Paulo, exaltou o amor ao afirmar que qualquer ato humano não motivado por esse sentimento é em si vazio e sem significado. Concluiu que na última cena do drama humano, somente três características permanecerão: "fé, esperança e amor. Porém, a maior delas, é o amor".